Crítica: The Flash – 4×23 – We Are The Flash

Crítica: The Flash – 4×23 – We Are The Flash

Com uma conclusão de temporada bem diferente às anteriores por causa de um vilão que não é velocista, o 4º ano de The Flash se encerrou nesta terça-feira com o seu 23º episódio, “We Are The Flash”.

O texto abaixo é uma crítica referente ao episódio 4×23 de The Flash. Também conhecido como “Final de Temporada”. Se você ainda não assistiu, dá tempo de dar meia-volta e procurar outro artigo para ler ou o episódio online 🙂

O nosso esticadinho tá vivo, senhoras e senhores! Tenho muitos elogios ao episódio final dessa quarta temporada, mas ainda assim não darei uma nota grandiosa por culpa dos mesmos erros anteriores: Aquele mesmo excesso de solução rápida para um grande problema.

Mencionei nas críticas dos dois episódios anteriores (aqui e aqui) que a série perdeu uma grande chance de aumentar o ritmo nessa pré-finale e nos causar um impacto maior no fim deste quarto capítulo. Dessa forma, a resolução simples soa rápido demais até mesmo para o Flash.

Também é de ficar um pouco bravo com o ímã que Central City possui para algumas coisas. Incrível que todo o mundo poderia virar vegetal mas o satélite tinha que cair exclusivamente na cidade. Mas tudo bem. A série é do Velocista Escarlate e não da Liga da Justiça. Segue o jogo. Poderia mencionar o processo de nascimento da filha de Cecile e Joe – e sua ausência de sangue ou coisas do tipo – mas é melhor deixar como está. O episódio não esteve aqui para isso.

Na realidade, a gravidez de Cecile, de fato, foi primordial para toda a base deste finale. Como muitos teorizaram durante a temporada, a cara-metade de Joe West teria papel muito importante em alguma parte da trama. Isso se concretizou junto a uma outra teoria dos fãs: Marlize iria ajudar o Time Flash a deter Clifford, aquele que um dia foi o marido da Mecânica.

Embora seja um roteiro mais fraco para essas explicações, isso não precisava ser minuciosamente colocado na tela. A promotora possuía poderes graças à filha, Marlize ajuda a equipe, Barry simplesmente vai para a mente do DeVoe. Ponto. Explicado, o baile segue. Na mente de DeVoe, a ideia de sua esposa de procurar pelo lado bom d’O Pensador parecia algo bem… pensado (desculpa). Porém, o ambiente novo para o Flash se prova também perigoso. Aí que temos a presença ilustre e saudosa de Ralph.

Atuando como a dupla que deu certo em The Flash (sorry, Wally), os dois vão em busca do DeVoe da Marvel. Digo, o DeVoe bonzinho e o resultado não é o esperado: um buraco no peito do professor. Enquanto o Clifford real está atrás de toda a equipe e sua ex(?) mulher, Barry finalmente percebe que o lado bom na mente do vilão é na verdade Ralph. As cenas em diante, com os milhares de clones de DeVoe em sua própria mente, as referências, o ataque em conjunto da dupla Barry-Ralph e a cena com boa carga dramática entre Cisco e Harry são incríveis e merecem todos os pontos positivos do episódio.

Novamente, lembro que uma pitada de cliffhanger (o popular “gancho”) no final do episódio passado com um Barry prestes a ficar preso para sempre na mente do vilão junto com Ralph, poderia ser melhor do que apressar esse tipo de história no último dos capítulos desta saga. Não vou mais bater tanto nessa tecla, mas é uma falha que pode ser corrigida com um trabalho mais esforçado dos roteiristas.

Descobrindo como salvar o dia, Barry e Ralph partem em direção ao portal de volta à realidade, enquanto a porcentagem de anulação intelectual do mundo chega perto dos 100%, o Time Flash está todo sob controle do vilão e Cecile está sendo enforcada por ele. O velocista volta ao controle de seu corpo e DeVoe é finalmente derrotado. Uma solução simples, rápida e até indolor para um algoz de toda temporada, que parecia ser o pior e mais perigoso de todos, até pela aniquilação dos outros metas.

Além de Barry, Ralph também retorna ao controle de seu corpo, que estava sob poder de DeVoe, colocando mais um “x” nas teorias dos fãs de que o Homem Elástico seria salvo aos 45 do segundo tempo. Aparentemente igual a antes, Ralph deve ser apenas Ralph, ignorando qualquer existência dos outros meta-humanos do ônibus. Com o satélite caindo exatamente onde Central City está no mundo, Barry toma distância para um ultra-soco para acabar com o perigo na cidade e consegue ajuda de uma certa velocista com raios roxos vinda do futuro.

Mais um ponto positivo para os efeitos na corrida de Barry pela cidade e um adendo para a repetição da cena para que a velocista fosse incluída no soco do Flash e ele não virasse um bolo amassado de velocista no satélite em chamas. Marlize aceitando a “morte” do seu marido e finalmente desligando sua cadeira me deixou com um misto de sensações, gostando da atitude da personagem, mas achando forçada a cena para concluir que aquele sim estava sendo o fim do grande vilão do quarto ano.

Provável novo membro da equipe regular do 5º ano, a presença do fiel escudeiro de Barry abriu uma brecha que nem Cisco conseguiria abrir: Harry se despede da equipe, após recobrar parte de seu intelecto, mesmo não devolvendo a ele a inteligência única que o personagem tinha anteriormente. Será que ele volta?

O Tio Du até cogitou uma nota menor, mas avalia o finale do quarto ano como nota 8. Essa análise até que alta foi graças ao conjunto da obra, sendo uma conclusão necessária e básica para o ano de altos e baixos da série. Ressaltei os pontos negativos no texto e manterei esse parecer pois esperava um final mais épico e surpreendente, mesmo que muitas teorias tenham sido criadas até o momento que comecei a assistir. O final peca por não realizar um momento mais tensionado, reflexo direto dos últimos dois episódios com ritmo irregular. Ainda assim, o quarto ano da série do meu super-herói favorito chegou ao fim com uma resolução melhor que um tiro nas costas do Savitar.

The Flash foi renovada para a 5ª temporada, que ainda não possui data de estreia determinada. Finalmente descobrimos que a garota misteriosa é a filha do casal West-Allen, vinda do futuro e velocista. O gancho para o próximo ano foi colocado com sua presença e apresentação formal ao grupo na cena final. O que esperar da próxima saga? O vilão será mesmo o Cicada ou a presença de uma filha velocista fará a série voltar a colocar um vilão corredor mais uma vez?

 

 

 

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