Crítica: The Flash – 4×21 – Harry and the Harrisons

Crítica: The Flash – 4×21 – Harry and the Harrisons

Barry e o Time Flash precisam se aliar a Amunet em mais uma tentativa de parar DeVoe, Iris retoma sua veia jornalística e Cisco juntam Wells de outras Terras novamente em um novo Conselho para ajudar Harry com seu mais recente problema intelectual.

O texto abaixo é uma crítica referente ao episódio 4×21 de The Flash. Se você ainda não assistiu, dá tempo de dar meia-volta e procurar outro artigo para ler ou o episódio online 🙂

Nesta terça-feira, The Flash teve o 21º episódio de sua temporada exibido pelo canal The CW. Começo a crítica dando ênfase na questão de já ser o antepenúltimo capítulo do quarto ano propositalmente, pois a história entregue esta semana é particularmente mais fraca em relação aos ótimos episódios anteriores, diminuindo um ritmo alto e linear que a série mantinha. Parecia mais um episódio de meio de temporada, aquele típico “enche linguiça”. O problema é que estamos no término desta história.

Não que todo o episódio tenha sido ruim. Nem mesmo quero dizer isso. O episódio foi bom – à sua maneira. Contudo, num enredo que parecia iniciar de vez a luta final contra o vilão deste ano, “Harry and the Harrisons” pega a contramão, voltando a fixar na incessante busca de Caitlin para resgatar sua Nevasca interior, a participação de Amunet, que poderia ter ocorrido em outro estágio da temporada e o foco inicial meio bobo sobre o (tão causador de insônia) artigo da Iris sobre DeVoe.

Todos esses são temas que poderiam ser explorados em outros momentos anteriores na temporada ou posteriores, sem necessidade de se alongar um episódio inteiro nisso, mas tudo bem. Não vou apenas reclamar. Referente ao retorno de seu lado jornalístico, Iris voltou a ser o que muitos fãs preferem que ela seja: a pessoa que escreve no blog. Ainda assim, ela permanece sendo a guia de Barry nas situações que Harrison (Eobard) participava no primeiro ano. O que não deixa de ser estranho, pois ela só foi velocista em um episódio.

O Conselho dos Harrison foi o ponto alto, mesmo que tenha sido incluído como alívio cômico em boa parte, do que como algo que pudesse ajudar de fato. Harry poderia conseguir descobrir sozinho o que está acontecendo para Clifford não agir, mas foi ótimo ver Tom Cavanagh novamente atuar fazendo novas versões dele mesmo em novas Terras. Também foi legal ver que a relação com Cisco está cada vez mais enraizada e bem trabalhada.

A busca de Caitlin pelo retorno de seu alter-ego é compreensível, ainda mais depois que a mesma confirma que estava finalmente aprendendo a conviver e aceitar seu lado frio. A grande problemática nessa história é de que, se não for melhor trabalhado futuramente, vai apenas confirmar que todas as cenas desse tema foram só para completar o episódio. Pena para Amunet, que voltou à série para se juntar ao Snart (da Terra-1) e ajudar-não-ajudando o Time Flash.

O bom nesse caso foi que finalmente tivemos a explicação dos poderes e como ela os adquiriu, além, é claro, de saber quem ela era antes de se tornar uma vendedora de metas. Porém, algumas falas e ações dela não lembravam em nada aquela perigosa assassina que leiloava outras pessoas por dinheiro. Reclusa em uma espécie de cassino clandestino, ela resolveu ter uma vida “normal”, que não bate com o comportamento anterior dela.

Para quem assistia CSI: Miami, essa cena foi uma maravilha em forma de nostalgia e bom humor.

Talvez um dos problemas que percebi no episódio é que ele está fora do seu tempo. Como se tivesse se alongado demais para caber em uma história, mas perdendo a conexão com o capítulo anterior e sem uma visão mais clara de continuação direta com os últimos dois da temporada. Algumas pontas soltas ainda não foram explicadas, mas também não tiveram nenhum aumento na curiosidade. Não houve participação do casal DeVoe (ok, eles recebem por episódio e ficaria mais barato simplesmente não colocarem eles), também não mencionou nada sobre as cenas finais da semana passada que tinham “apenas” o chá de bebê de Cecile (nem mencionada), a garota velocista misteriosa (sem menções) e a separação de Marlize e Clifford só é colocada em questão quando Harry “descobre” no final.

A procura por Amunet, embora tenha sido com segundas intenções de Caitlin, teve o apoio do Time Flash, mostrando que eles permanecerão em sua busca de soluções contra o Pensador. O ruim – e até uma pena – é utilizar isso em um episódio tão perto da finale, o que pode decepcionar alguns fãs que tiveram o grau de ansiedade ampliado nas últimas semanas.

Por todos esses acontecimentos, o Tio Du avalia como nota 6. Há muitas falhas neste episódio, como deixarem de falar qualquer coisa referente ao Ralph ou até à Cecile (ok, teve uma Harry mencionou seu nome). Com um ritmo de meio de temporada, a produção e roteiro pareceu esquecer que agora só faltarão os dois últimos episódios para encerrar o 4º ano e isso faz com que a falha diminua a avaliação geral. Palmas novamente para Tom Cavanagh que novamente nos faz felizes em vê-lo atuando tão bem, sendo mais personagens.

Na próxima semana, o penúltimo episódio da temporada deverá nos recolocar nos trilhos da ansiedade e o trailer abaixo nos prova isso. O Time Flash estará nas 12 horas finais antes d’O Iluminismo e a equipe tentará usar, com a ajuda de Barry, o “Flashtime”. DeVoe conseguirá ser bem sucedido em seu plano, mesmo realizando-o sozinho?

Sigam-me os bons: