Crítica: Vingadores: Guerra Infinita – Sem spoilers

Crítica: Vingadores: Guerra Infinita – Sem spoilers

É meio difícil iniciar uma crítica de um filme tão grandioso como Vingadores: Guerra Infinita sem contar nenhum spoiler ou dica que acabe sendo falar demais sobre o último lançamento da Casa das Ideias. Caso você já tenha visto o filme e/ou não liga de saber spoilers, o Tio Du fez uma outra crítica (contando quase todo o filme), que você pode ver aqui .

Se você está lendo para ver se é convencido a assistir o filme (caso a própria mídia e recordes atrás de recordes sendo batidos ainda não convenceram), o Tio Du pode confirmar que este se trata de uma das maiores obras de super-heróis já feito. Mesmo um fã maior da DC do que da Marvel, recomendo demais que você assista esse filme, mesmo que um ou outro detalhe visto nas HQs não seja totalmente colocado na telona, mas devemos relevar pois é uma adaptação da obra dos quadrinhos e não uma cópia audiovisual do conteúdo.

Vingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War)
Ano: 2018
Direção: Anthony Russo e Joe Russo
Estreia: 26 de abril de 2018 (BR)
Classificação: 12 anos
Duração: 149 minutos

Vingadores: Guerra Infinita surge nos cinemas comemorando os 10 anos do Universo Cinematográfico da Marvel, construído desde o primeiro Homem de Ferro. As expectativas sempre são mais altas se tratando no filme dos maiores heróis da Terra, ainda mais quando os Guardiões da Galáxia estão presentes (inclusive com uma música escolhida especialmente para a introdução da equipe na mesma lente dos Vingadores.

O filme entrega o que promete nos trailers: A saga incansável do vilão Thanos, presente e à espreita desde o início de tudo isso que chamamos de UCM. Mas não vá esperando 100% das cenas dos trailers no filme. Afinal, além de ser uma película curta feita exclusivamente para a venda da obra nos cinemas, algumas imagens mostradas lá não estão iguais às vistas no filme. Mas isso não estraga nenhuma surpresa. Nada do trailer é “o filme todo” como muitos fãs costumam dizer.

Procurando diversão? Você vai ter. O filme nos entrega piadas já costumeiras no ambiente Marvel, mas ainda assim traz uma quantidade muito grande de dramaticidade e cenas icônicas, tanto com os Vingadores/Guardiões quanto com o vilão, que está simplesmente incrível. O visual e os efeitos estão literalmente de outro mundo e isso não é um trocadilho intencional por causa do filme se passar em outros locais além da Terra.

O tão prometido “maior crossover de todos os tempos” é entregue pelos irmãos Russo, com roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely. Os personagens possuem seu devido tempo de tela, mesmo que um ou outro tenham um destaque maior pelo que conseguem fazer. Para isso, o roteiro e a direção são direcionadas para dividir os heróis em cenários diferentes. A icônica cena de todos os heróis juntos, como em Vingadores 1 e 2 não está presente e talvez possa ficar para o 4º filme a ser lançado no próximo ano.

Mencionando os filmes anteriores, vale destacar que Guerra Infinita não traz mais do mesmo, mais dos anteriores. Na verdade, a película traz a clara evolução dos personagens, desde os mais antigos aos mais novos, sendo psicologicamente nos maiores casos ou fisicamente, como Groot que agora está mais crescidinho. Thanos é extremamente bem trabalhado, sendo colocado numa lente que Killmonger foi colocado no recente filme do Pantera Negra.

Mais um ponto a se exaltar é que os cenários foram minuciosamente trabalhados, seja em Wakanda, Europa ou outros planetas. O que faz com que as cenas de ação nesses locais seja incrível e algo que as pessoas mais velhas imaginariam que nunca seria possível colocar numa versão cinematográfica, mesmo que muitos efeitos tenham sido colocados e o filme tenha sido praticamente gravado em frente à uma sala verde. Pelo menos, são um trabalho divino que nos faz pensar por um momento que Josh Brolin não é Thanos e o mesmo cara que fará o vilão de Deadpool 2. (Isso me faz lembrar de um certo bigode mal trabalhado em uma outra casa).

Se você passou pela internet nos últimos dias e segue qualquer página de cinema ou super-heróis, você se deparou com centenas de posts com diversos alertas de spoiler tanto na publicação do Facebook quanto no próprio site/blog. E não é à toa. É bem complicado chegar a essas quase 800 palavras até aqui sem contar um detalhe que possa estragar a experiência. E a intenção é exatamente não estragá-la, pois o filme possui surpresas que no final te deixaram com uma sensação de “Cara, estou sem palavras”, igual eu fiquei ao terminar o filme. A sensação de euforia, choque, ansiedade e tantas outras não poderão ser explicadas mesmo após uma semana de ter assistido o filme. O que o torna um dos melhores filmes de super-herói de todos os tempos. Para alguns, até o melhor.

Mencionando rapidamente as questões técnicas, há algumas sessões do filme em 4D (a qual eu assisti) que são incríveis, com o balançar das cadeiras e tudo mais, mas o importante a mencionar aqui é que o filme todo foi gravado em IMAX. Isso significa que temos em nossa frente diversas cenas com uma riqueza incrível de detalhes, como mencionei algumas linhas acima. O trabalho sonoro também é de se bater palmas, com um ótimo timing, sem você ter aquela sensação de que uma cena barulhenta precisaria de silêncio ou ao contrário.

Mesmo sendo a primeira parte de uma conclusão épica do Universo Marvel nos cinemas, o filme se torna obrigatório aos fãs de super-heróis, mesmo os menos fãs ou os seguidores fiéis da DC (culpado). A saga de Thanos para completar sua Manopla do Infinito com as joias traz o que diz que traria e ainda deixa um troco para você comentar por anos ainda. O filme fará você se contorcer na cadeira, sentir a dor que alguns sentiram, irá rir, se surpreender e provavelmente aplaudir um personagem ou outro, como fizeram na sessão que eu estava. Não contar os detalhes de não considerar o filme como nota 10 para não entregar algo, mas é altamente recomendado com uma grandiosa nota 9.

E você? Já assistiu o filme? Conta para o Tio Du o que achou 😉

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