Crítica: Vingadores: Guerra Infinita

Crítica: Vingadores: Guerra Infinita

Essa é a crítica com spoilers do filme Vingadores: Guerra Infinita. Se você ainda não assistiu ao último lançamento da Marvel nos cinemas, o que você está esperando? O filme é ótimo e você não se arrependerá. O Tio Du fez essa crítica aqui SEM spoilers,  mas essa tem. MUITO. Se continuar aqui, já foi avisado ¯\_(ツ)_/¯

Vingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War)
Ano: 2018
Direção: Anthony Russo e Joe Russo
Estreia: 26 de abril de 2018 (BR)
Classificação: 12 anos
Duração: 149 minutos

Se você prosseguiu a leitura, também está em estado de choque após o fim do filme ou está querendo saber quem morre. Se você é o último, morre muita gente. Tipo… MUITA gente, mas vamos lá. Acima de falar sobre morte de heróis, a película nos mostra a história de Thanos, o Titã Louco. E é assim que podemos pensar que poderia muito bem se chamar “Thanos” ou algum equivalente.

Desde o início, a história muito bem amarrada pelos roteiristas e os irmãos Russo, é sobre a motivação do personagem protagonizado muito bem por Josh Brolin e com efeitos incríveis e muito bem feitos (olá, bigode do Superman, tudo bem?). Atuação essa, que nos faz compreender sua motivação, mesmo que ele esteja disposto a arriscar coisas pesadas, como a própria filha para conseguir uma joia do infinito.

E é essa necessidade incessante de conseguir completar a Manopla do Infinito que mais um vilão é construído de maneira incrível pela Marvel, após Killmonger em Pantera Negra e por que não Loki nos filmes do Thor? Loki esse que, para que seu irmão não morra nas mãos de Thanos sendo uma morte extremamente sentida para os fãs do incrível Tom Hiddleston. Sem esquecer também de Heimdall, que no seu último esforço, joga o Hulk/Bruce para a Terra para alertar sobre a chegada de Thanos. Mais Bruce Banner do que Hulk, pois o embate entre os dois gigantes faz com que o verdão fique com medo e não apareça mais.

A primeira nave do exército do vilão aparece em Nova York e as cenas de ação com mais personagens começa de vez nas ruas da cidade, com Peter, Tony, Strange e Bruce, que não faz nada pois o Hulk não aparece. O Doutor Estranho, com sua joia do tempo é levado por Fauce de Ébano (também conhecido como Lula Moluco, pelo menos na versão dublada). Isso faz com que o Homem de Ferro e Homem Aranha sigam eles até a nave.

Na sequência, também temos os Guardiões da Galáxia atendendo o chamado de socorro e encontrando com Thor, onde algumas piadas nas cenas nos relembram do característico humor dos filmes do Universo Marvel. Thor sai com Rocket Raccoon e um adolescente Groot para forjar o novo – e extremamente poderoso – machado, o Rompe Tormentas.

E mesmo nessa divisão de núcleos, Visão e Feiticeira Escarlate estão separados na Europa e, como o personagem de Paul Bettany possui um joia no meio de sua testa, alguns enviados de Thanos vão atrás da dupla, que é salva com a ajuda de Steve Rogers e seus amigos. Equipe essa que na sequência se dirige até Wakanda para se unirem também ao Pantera Negra e Bucky com seu novo braço.

Com essa separação em grupos diferentes em locais diferentes que os diretores conseguem ter mais sucesso em colocar tantos heróis na tela, mesmo com o vilão em tanta evidência. Algo que ficou um pouco perdido em Capitão América: Guerra Civil. Isso também nos dará a dimensão de todas as perdas quando o time todo se unir em Vingadores 4 e perceberem que muitos entregaram suas vidas. E esperamos que Homem Formiga e a Vespa, Gavião Arqueiro e Capitã Marvel se unam ao time para a nova tentativa de acabar com o vilão de uma vez por todas.

O último ciclo do filme consiste na perda, de modo geral. O plano do núcleo Stark/Strange/Peters parecia dar certo após de milhões de cenários previstos pelo Doutor Estranho, mas, ao saber da morte de Gamora, o Senhor das Estrelas perde o controle e começa a bater no Titã, fazendo com que ele consiga prosseguir em direção à Terra – e ao Visão.

Com as joias em sua Manopla, faltando apenas uma, os enviados de Thanos tentam invadir Wakanda enquanto Steve e seu grupo tentam impedí-los e salvar Visão. Como já esperado, os poderes dos heróis não fazem nada com o vilão, conseguindo menos sucesso que Tony, que pelo menos conseguiu fazê-lo sangrar momentos antes. Um a um, eles vão caindo enquanto Wanda aceita que a única chance de metade da humanidade é acabar com a joia da mente – e também com a vida de seu amado. Ela consegue isso após uma despedida tocante de Visão, mas isso não faz mais efeito, uma vez que Thanos já possui a joia do tempo, em uma barganha que Strange fez pela vida de Stark há pouco. O vilão retorna ao momento que a joia não foi destruída e retira de Visão impiedosamente, dando fim à vida dele.

Então, temos Thor mostrando ser o mais poderoso dos heróis da Marvel jogando seu machado em direção a Thanos, acertando-o, no que parecia ser a conclusão do filme e vitória dos mocinhos. Mas a recente obra da Marvel não foi feita para tudo ser resolvido por um personagem em um golpe, não foi feita para uma ótima construção e fácil derrota. O filme é sobre o maior e mais poderoso vilão criado por esse universo, o que pode acabar com metade da humanidade com um estalar de dedos e assim ele o faz.

Diversos personagens começam a perder a vida na telona, ao desintegraram ao vento. Assim, perdemos o Soldado Invernal, Pantera Negra, Drax, Feiticeira Escarlate, Groot, Mantis, Senhor das Estrelas, Falcão e as piores perdas: Doutor Estranho, dizendo que esse seria o único jeito e Peter Parker, que morre nos braços de Tony Stark (right on the feels).

O Tio Du avalia o filme como nota 9. O filme da Marvel coloca muito bem o vilão que foi construído em dez anos de Universo Cinematográfico. Os efeitos foram ótimos e entregam o que é esperado de uma obra com o orçamento que possui. A direção dos irmãos Russo foi perfeita, tanto em momentos que muitas pessoas estão na tela, quanto nas cenas em que apenas um personagem está em evidência. Além do vilão, os heróis possuem claramente a evolução mostrada. As mortes colocam um ar sombrio na medida certa, sem precisar recorrer às palhetas escuras utilizadas nos filmes da DC, por exemplo. Guerra Infinita entrega o que todo mundo espera: ação do início ao fim, além do entretenimento que moldou seu universo, com suas devidas evoluções. Fica a poucos detalhes de uma nota 10, talvez pelo grande número de personagens mortos, incluindo Nick Fury e Maria Hill nas cenas pós-créditos. Só assim pra chamar a Capitã Marvel?

Mesmo sendo a primeira parte de uma conclusão épica do Universo Marvel nos cinemas, o filme se torna obrigatório aos fãs de super-heróis, mesmo os menos fãs ou os seguidores fiéis da DC (culpado). A saga de Thanos para completar sua Manopla do Infinito com as joias traz o que diz que traria e ainda deixa um troco para você comentar por anos ainda. O filme fará você se contorcer na cadeira, sentir a dor que os heróis sentiram, irá rir (mesmo quando Tony chama Fauce de Ébano de Lula Molusco), se surpreender com um final tão icônico e provavelmente aplaudir Thor, como fizeram na sessão que eu estava.

Os próximos filmes do Universo Marvel serão a continuação do Homem Formiga e Capitã Marvel, que apresentará a personagem chamada por Nick nos pós-créditos e em maio de 2019, Vingadores 4. A ansiedade já começou. E você, o que achou do filme?

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