Crítica: The Flash – 5×18 – Godspeed

Crítica: The Flash – 5×18 – Godspeed

Após descobrirem que Nora estava trabalhando com o grande vilão Eobard Thawne, Barry e Iris divergem sobre o que fazer com a filha após esta notícia chocante. O Time Flash não tem certeza se pode confiar em Nora e utiliza seu diário para descobrir como que ela começou a trabalhar com o maior vilão do velocista.

Se você não assistiu ao 18º episódio desta 5ª temporada de The Flash, faça como velocista e saia correndo daqui. Tem spoilers daqui pra baixo.

O episódio dessa semana de The Flash, embora tenha chegado praticamente um mês depois do anterior, por causa do hiato, conta uma história de continuação imediata ao ocorrido em “Time Bomb”, quando o Time Flash descobre, com a ~ajuda de Sherloque Wells, que a filha do casal West-Allen não veio à toa ao tempo atual e trabalhava com o grande nêmesis do pai, simplesmente Eobard Thawne, o Flash Reverso.

A grande crítica de Sherloque no início do episódio faz bastante sentido. Ele, como o melhor detetive do Multiverso, desconfiou de Nora desde o primeiro momento em que os dois se trombaram. Aquela pulga atrás da orelha que os fãs também ficavam foi explicada em diversos momentos da atual temporada e, no episódio anterior, finalmente foi levado à tona para todo o time. Neste momento, Sherloque tem razão ao afirmar que eles estão colocando a raiva na pessoa errada, mesmo que ele tenha escondido boa parte de sua investigação secreta, era Nora quem escondeu que estava trabalhando com o pior inimigo que Barry tem.

Em mais um episódio com todos os personagens em pelo menos algum momento da história, temos o foco e a linha do tempo vista já realocada logo no começo. Após a ideia de Ralph de ler o diário de Nora, somos encaminhados à sua história “de origem”, algo bem comum nas temporadas de Flash, quando apresentam a “visão do vilão”. Neste caso, os roteiristas dão ao público a explicação do que tínhamos só visto por cima até o momento: O motivo de Nora ter raiva da mãe, ela trabalhar com Thawne e voltar para conhecer seu pai. Até antes de “Godspeed”, só sabíamos que, em algum momento, essas coisas aconteceram. Nesta semana, vimos como.

E vimos da melhor maneira que a série poderia mostrar. Com muitas referências à própria origem do Velocista Escarlate e com a ótima direção de Danielle Panabaker, a Caitlin, estreando por trás das câmeras. É incrível ver que Nora tem a quem puxar, ao ser uma CSI atrasada igual ao pai, se explicar demais sem necessidade e achar coisas banais incríveis, além de achar o máximo que um velocista poderia ter cometido um roubo.

Ali, temos uma espécie de regravação de muitas cenas que ocorreram com Barry, só que vendo Nora em seu lugar. Com sua parceira Lia (que eu achei que havia alguma faísca ali), elas vão atrás do vilão velocista do episódio. Um capaz de emitir raios brancos, que não tinham sido vistos até o momento. O que impulsiona Nora a ir novamente ao Museu Flash e receber mais umas 40 chamadas de Iris. Ao investigar o que o novo velocista quer, Nora e Lia se deparam com o Godspeed.

E aqui deixo as minhas avaliações claras do vilão: O uniforme e os raios brancos nos fazem ver que o personagem literalmente saiu das páginas dos quadrinhos. Ao não mudar o nome do alter-ego do velocista, a série também marca outro ponto positivo. Porém, a sub-utilização dele, como se ele fosse um velocista qualquer como aquele Rival, tornou Godspeed um personagem bem fraco em relação aos quadrinhos de onde vem. Fica a esperança de colocarem ele novamente em ação no futuro.

Godspeed acerta um raio em Nora, fazendo a clara alusão ao modo com que Barry ganha seus poderes, ainda mais quando Lia tenta encostar nela e um pequeno raio acerta sua mão. Tal raio fez com que o dispositivo inibidor de velocista instalado na velocista acabe se queimando, fazendo com que a gente seja direcionado ao hospital e mais referências ao início de Barry, seja com a música para despertar ou com Nora correndo sem controle e parando dentro de um carro de lavanderia.

Assim como o pai, a veia heroica de Nora faz com que ela tente ir atrás do perigo e ser a grande salvadora do dia, o que faz com que ela acabe jogando policiais longe sem querer e deixe dois assaltantes de banco fugirem. Porém, outro grande problema que a velocista encontra é mostrado em seus confrontos contra Godspeed. Ela vê Lia morrer em sua frente após falhar em um embate contra o vilão e ser jogada para longe enquando o velocista atravessa a amiga com sua mão.

O episódio tem um ótimo balanceamento entre as cenas dramáticas. Sendo um episódio muito mais focado nesse gênero, ele consegue trabalhar bem alguns momentos de humor em meio à história pesada que o episódio mostra em boa parte de seus 40 e poucos minutos. Até mesmo a cena seguinte, em que Nora confronta Iris, sua conversa emotiva com Eobard e o vilão concordando em ajudá-la, todas são cenas bem trabalhadas e bem dirigidas.

Foi incrível ver, mais uma vez, Thawne guiando mais um velocista a atravessar um objeto sólido, da mesma forma como fez com Barry na primeira temporada. Mesmo que Nora não tenha conseguido naquele momento. Foi ótimo pois já vimos como ela aprende a fazer isso pela primeira vez sendo guiada pela pessoa certa, o pai Barry Allen, em outra cena vindo diretamente dos quadrinhos.

Não param por aí as menções às origens de Barry, com direito a Thawne ensinando Nora a criar uma onda de choque ao friccionar suas mãos e também com o clássico bordão, parafraseado com o nome da velocista num ótimo “Corra, Nora, corra”.

O ponto negativo do episódio, como mencionei acima, foi a subvalorizada do Godspeed. O grande “Deus da velocidade” como se autointitula não passou de um Rival com Velocidade-9, um Zoom de roupa branca, um August Heart bem fraco, capaz de ser derrotado com um onda eletromagnética proveniente de um satélite. Isso foi o ruim do episódio.

Porém, ao voltarmos ao tempo atual, com Iris soltando a filha da cela, temos mais um momento dramático bem explorado. Depois que a gente conferiu como Nora descobre que o pai é o Flash através da Gideon, temos a clara visão que ela realmente só queria ver o pai e viver um tempo com ele. Mas sendo traído e após adquirir uma maior experiência após o próprio Thawne/Wells e Zoom, Barry não confia mais em sua própria filha e a leva de volta ao seu tempo.

As cenas finais são brilhantes com a ótima iluminação trabalhada por Danielle Panabaker, mostrando Nora diante de várias luzes mas apenas uma sobre ela, mostrando que a velocista foi literalmente largada sozinha. Também vemos, na sequência, Barry indo visitar Eobard na prisão e o vilão até mesmo defendendo Nora, pedindo para que Barry não desconte na filha. Claro que não dá para confiar nesse grande mestre da mentira e manipulação, mas foram ótimas trocas de falas nestes momentos.

Não sei se foi a saudade ou a nostalgia de ver diversas referências à origem de Barry, mas o episódio foi excelente, em minha opinião, digno de uma nota 9. Porém, a nota não consegue ser superior pela simples inclusão de Godspeed neste universo, pelo menos como foi colocado nesta etapa da série. Tive momentos de ficar com olhos lacrimejados ao ver Barry gravando a mensagem para Nora, tive momentos de saudades daquela primeira temporada e de sentir o drama que finalmente foi colocado de uma maneira correta, mas ainda senti o vazio de algo a mais de Godspeed. Quem sabe no futuro…

Na próxima semana, “Snow Pack” traz as reações de Iris e do Time Flash à atitude de Barry ao levar a filha de volta para o futuro (sem um DeLorean). Confira a promo abaixo:

 

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