Crítica: The Flash – 4×15 – Enter Flashtime

Crítica: The Flash – 4×15 – Enter Flashtime

O melhor episódio da atual temporada de The Flash. Um dos melhores da série. Barry congela o tempo enquanto uma bomba nuclear explode em Central City e ele precisa da ajuda de Jay Garrick, Jesse Quick e o Time Flash para salvar a cidade.

O texto abaixo é uma crítica referente ao episódio 4×15 de The Flash. Se você ainda não assistiu, dá tempo de dar meia-volta e procurar outro artigo para ler ou o episódio online 🙂

Ao terminar de assistir o episódio, fiquei com a impressão de ter assistido o melhor episódio de The Flash. O velocista escarlate mostrou a gigantesca dimensão de seu poder, provando ser o homem mais rápido vivo e também com uma melhor consciência das ramificações que uma viagem do tempo poderia causar.

Barry aparece, desde o começo do episódio, focado em como acabar com as ameaças de uma vez por todas, sem utilizar recursos como a viagem no tempo. Conseguimos ter uma história muito bem contada, mesmo sem ter a presença física de DeVoe ou Ralph. Podemos notar que a série anda fazendo um rodízio de personagens, em que uma ou mais pessoas “tiram folga”.

O que seria apenas mais um chamado de roubo na cidade, se transforma em um grande problema quando uma bomba atômica é ativada. Barry aplica o Flashtime, seu novo grandioso poder para tentar resolver, mas precisa da ajuda de Jesse, para que ela chame Jay Garrick. Podemos perceber que o primeiro velocista dos quadrinhos está visivelmente cansado e prestes a pendurar o capacete, expondo isso ao não conseguir soltar um raio e reverter o processo de explosão da bomba e voltando ao tempo normal.

Vale também apontar que Barry usa seu poder para movimentar a equipe em seu tempo buscando ajuda. Alguns dos pontos que precisamos notar:

  • Ele conseguiu congelar o tempo de forma que nem mesmo a brecha de Cisco funciona. O que pode ajudá-lo a capturar o portal de DeVoe;
  • Nevasca retornou às nossas vistas e começa a se importar com Caitlin, deixando até mesmo a moça relembrar o que aconteceu;
  • Harry é o gênio da equipe, mas como já vimos na temporada retrasada, sua filha sempre será a prioridade;
  • Iris sempre será os pés no chão e o motivo de Barry ser o verdadeiro homem mais rápido. Temos que lidar com isso, mesmo que alguns não gostem.

Dito isso, as cenas em que Barry vai puxando a equipe para seu tempo nos faz lembrar até mesmo dos episódios em que ele estava na Força da Aceleração. O velocista, por mais que procure ajuda, sempre irá recorrer ao amor da sua vida, para centralizá-lo e o colocar na razão. E isso não é de todo o mal, mas um único ponto negativo do episódio: A solução que vem com uma frase ou palavra aleatória que faz sentido só quando uma pessoa fala.

Barry diz que Iris é seu para-raio. Até aí tudo bem. Exceto pelo fato de que essa palavra não seria dita normalmente em qualquer diálogo do casal e que, de repente, tudo fez sentido. Maaas… é The Flash e estamos acostumados a isso. Além disso, não foi totalmente ruim, pois esse recurso geralmente é utilizado por alguma coisa ocorrida no começo no episódio que faz sentido no final, mas dessa vez, é algo que apareceu no começo da temporada.

Além do que foi apontado anteriormente, temos que levantar da poltrona e bater palmas para dois pontos: os efeitos do episódio, muito por causa do tempo estar quase parado, são incríveis. Barry correndo na frente de uma chuva de raios, correndo enquanto todo mundo está parado e pulando pelo carro de polícia chegam a arrepiar. Outro ponto é a cena emocionante em que Harry, após questionamentos de sua filha, a deixa ler seus pensamentos e os momentos com a mãe da velocista, que estão muito bem guardados na mente dele.

Por esses motivos, fiquei em grande dúvida na nota do episódio. Uma ou outra falha evitaram a perfeição de uma nota 10, mas podemos, com certeza, dizer que esse capítulo da história televisiva do velocista foi uma ótima nota 9, bem perto do 10. O recurso da solução em uma palavra ou frase aleatória é ainda a grande falha não só da temporada, mas da série. Esse episódio teve isso novamente, mas foi um pouco melhor utilizado, por ser interligado mais ao início do quarto ano.

Na semana que vem, deveremos ter um episódio mais fraco em relação ao atual e que deverá ter muitas críticas pois os poderes de Barry serão transferidos para Iris e os papéis na equipe serão invertidos no episódio “Run, Iris, Run”

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