Crítica: The Flash – 4×16 – Run, Iris, Run

Crítica: The Flash – 4×16 – Run, Iris, Run

Após o melhor episódio da temporada, The Flash nos forçou a assistir o pior na sequência. Em alguns momentos, dava agonia de ver algumas cenas e torcer para que os outros personagens fossem mostrados mais vezes do que Iris.

O texto abaixo é uma crítica referente ao episódio 4×16 de The Flash. Se você ainda não assistiu, dá tempo de dar meia-volta e procurar outro artigo para ler ou o episódio online 🙂

Eu sei que posso estar fazendo uma crítica agora que poderia ser assinada como “hater da Iris”, mas vamos ser sinceros: Quem gostou desse episódio? Na realidade, eu sempre disse que as pessoas deveriam superar alguns roteiros que colocam a Iris em foco maior pois, de fato, ela é o ponto de paz e equilíbrio de Barry. Além disso, não podemos negar que o(s) vilão(ões) do episódio foram, de certa forma, bem utilizados, assim como as participações de Harry e Ralph.

O episódio já inicia com um dos “metas originais” tentando assaltar um banco de Central City, mas sendo impedido por Matthew Kim, que acaba retirando os poderes de fogo do vilão com sotaque e impedindo a ação criminosa. O que Matthew não sabia ainda era o que ele conseguia fazer além de tirar o poder de uma pessoa. Ele conseguia transferir o DNA dela à outra pessoa.

Como mencionei, as atuações de outros personagens são boas a destacar. A começar por Ralph, que acuado no Star Labs e fazendo nada mais do que comer e se esconder o tempo todo, dá um discurso contra Iris, mostrando o que muitos fãs já perceberam: tomando o lugar como “líder da equipe”, a sra. West-Allen não coloca a cara no perigo e muito menos é aquela destemida jornalista que trabalhava para o jornal local.

E é após esse momento que Iris decide ir com Joe interrogar Kim no hospital. Após o mesmo ameaçar Iris, o Flash é chamado no local e aí que começa a desandar. O rapaz transfere os poderes de Barry para Iris. Temos algumas sequências de cenas forçadas a partir desse ponto. Vale lembrar: Não estou falando mal da Iris em si, mas do roteiro e da quantidade de barra sendo forçada ao colocar Iris como a principal do episódio, fazendo coisas que Barry demorou diversos episódios para realizar. Ok, ela pode ter aprendido por ver, mas ela nunca teve a Força da Aceleração em seu corpo para saber fazer. E essas são as forçadas desnecessárias. A personagem não precisa disso. Mas tudo bem. Quem manda são os produtores.

Claro que mesmo que Iris consiga fazer algumas coisas com poucas horas de superpoder, ela também mostra o amadorismo quando não consegue apagar um incêndio em um prédio, causando um problema maior. Barry fica totalmente perdido sendo a pessoa por trás do monitor e não sabe como ajudar sua esposa a apagar o fogo e sair sã e salva do prédio. Aliás, a estrutura do local foi comprometida e…? Caiu a bagaça? Mas vamos deixar isso de lado.

No dia posterior, Iris é necessária para salvar o dia novamente enquanto o Time Flash conclui que não conseguirá sozinho reverter a transferência de poderes do casal West-Allen. O problema dessa vez é que uma das pessoas do banco recebeu a carga de poderes do assaltante, podendo criar fogo com as próprias mãos e querendo o dinheiro da cidade. Aqui vamos lembrar de outro personagem que foi bem utilizado: Harry, mais uma vez não aceitando o fato de DeVoe ser mais esperto e criando seu próprio capacete, mesmo que Cisco tenha ficado boa parte do episódio se negando a ajudar.

O gênio da Terra-2 amplia sua capacidade de raciocínio semelhante ao que DeVoe conseguiu com o seu capacete e matéria negra, e consegue a única solução para que a cidade não seja reduzida a cinzas: Criar uma onda gigante que apague o fogo do vilão do episódio. Mais uma vez, a barra é forçada e temos cenas que a gente desejaria desver ao final do capítulo.

A começar pelo fato de que Iris, no primeiro dia de poder, está correndo sobre as águas. Em segundo, podemos apontar que ela está criando uma onda gigante, algo que nem mesmo Barry fez em 4 temporadas. E por fim, temos um discurso motivacional demasiadamente forçado vindo de Barry. Algo que muitos fãs sempre apontaram como ponto negativo em muitos episódios anteriores. Fiquei feliz por ter dado certo na primeira tentativa, só para não precisar ver mais daquilo.

Nas cenas finais, o Time Flash consegue reverter a transferência dos poderes com Kim se juntando momentaneamente à equipe (uma pena que é provável que ele se junte aos outros metas em breve). Harry usa o capacete novamente e descobre quem são os dois últimos metas que faltam e o time precisará encontrá-los antes de DeVoe, que aliás, deixou tudo isso acontecer e nem apareceu no episódio.

O Tio Du pode estar pegando pesado, mas o episódio foi apenas nota 6. E não é por não gostar da Iris, pelo contrário, é por gostar da personagem que posso afirmar que ela não precisa disso para ser importante na equipe. Ralph teve razão ao jogar verdades à moça, mas o personagem chegou a ser arrogante em algumas partes, mesmo que ele tenha sua porcentagem de razão. Harry foi o ponto mais positivo do episódio, mas a falta da presença de DeVoe, mesmo que fosse apenas para diálogos rápidos com Marlize também pode ser considerada uma falha.

O episódio foi, no geral, fraco. Ainda mais se compararmos com o último (um dos melhores de toda a série) ou outros da temporada, que mesmo com humor pastelão em algumas cenas, conseguia nos entreter mais e não se tornava ligeiramente vergonhoso. A série entra novamente em hiato, retornando apenas em 10 de abril, com o 17º episódio, “Null and Annoyed”, que trará o penúltimo meta do ônibus e deverá ter um teor maior de comédia. Veja abaixo a promo do episódio:

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