Crítica: The Flash – 4×13 – True Colors

Crítica: The Flash – 4×13 – True Colors

The Flash nos entrega um bom episódio antes do novo hiato (a série retorna em 27 de fevereiro) e nos mostra cada vez mais a evolução de Ralph Dibny.

O texto a seguir é uma crítica referente ao episódio 4×13 da série The Flash. Se você ainda não assistiu, já puxa o freio de mão que vem spoiler daqui pra baixo.

Com esse mais novo episódio da série, podemos dizer que estamos praticamente vendo The Elongated Man e não The Flash e isso não é de todo ruim. O personagem de Hartley Sawyer evolui mais e mais a cada episódio, em um tratamento que geralmente não foi construído de tal forma nas temporadas anteriores. Vale lembrar que Julian teve seus momentos na temporada passada, mas não obteve tanto carisma, embora ambos sejam ótimos atores.

Quando menciono que a série foi direcionada para Ralph nesta temporada, uso como exemplo essa evolução do personagem nos últimos episódios. De pessoa odiada por Barry ao salvador da pátria, o rapaz mostrou que realmente passou a andar na linha. Mesmo que isso inclua recusar dinheiro fácil, como ele fez no início do episódio.

Não só disso foi a história da semana. Embora o novo poder de Ralph ao personificar outras pessoas tenha sido incrível – mesmo após ele parecer a pintura de It: A Coisa – e muito bom, tivemos o foco na prisão de Iron Heights e na fuga dos metas do ônibus junto ao Barry. Vale mencionar que o diretor Wolfe disse em alto e bom tom que tinha um velocista ali no meio mas ninguém sacou que aquele seria o Flash?

Cecile também mostrou que seu poder temporário de leitura de mentes não é inútil ao descobrir que Barry seria vendido à Amunet. Foi legal ver também que Barry consegue improvisar mesmo sem seus poderes, mesmo que não tenha sido explicado completamente como ele conseguiu coisas como a bateria.

A fuga, em si, serviu mais para mostrar que nem todos sairão para fazer o mal. Pelo menos Becky não quer a vida de crime. Também utilizou elementos anteriores da temporada de uma maneira melhor feita, como por exemplo a explicação de que as celas especiais “pré-venda” de Wolfe foram feitas sob a prisão antiga de Iron Heights. Esse tipo de informação, em outros episódios, servia como justificativa nada plausível para ações no mesmo capítulo. Neste, mesmo que os dados tenham sido usados minutos depois, não fica superficial.

Mais um ponto a ressaltar é a mudança comportamental sombria de DeVoe. Além de invadir os pensamentos de sua esposa, ele invade a prisão para tomar os poderes dos metas do ônibus e simplesmente mata – sem pudores – o diretor Wolfe. Esse tipo de ação nos faz pensar que talvez a transformação do vilão da temporada possa garantir ao Time Flash uma ajuda no grande embate final. Marlize já possui suas dúvidas e esconder seus pensamentos com música prova isso.

Os poderes de Ralph são utilizados para que ele se passe pelo Diretor Wolfe, sem maestria. Contudo, já nas cenas finais, temos a ação principal do Homem Elástico para tirar Barry da prisão. Em uma jogada de mestre, ele consegue se passar por Clifford DeVoe e a ajuda de Cecile e da cidade do impossível fazem com que a apelação seja aceita e Barry seja inocentado.

O Tio Du avalia o episódio com uma ótima nota 8, quase digno de um 9. O bom humor foi muito bem apresentado novamente, a evolução de Ralph – mesmo que constante – ainda não desgastou a série, embora já esteja na hora de serem iniciados os preparativos para o embate final da temporada. Claro, teremos mais alguns episódios para “encher linguiça” nesse meio tempo. A série retorna do hiato somente no final de fevereiro. Vale ressaltar como um dos poucos pontos negativos a diminuição no poder de fogo de Cisco e Caitlin, uma vez apresentados como meta-humanos, a temporada nos mostra que eles retornaram ao status de meros auxiliares da equipe, com Ralph tendo um protagonismo maior que um semi-deus capaz de vibrar entre dimensões e lugares e uma rainha do gelo assassina, que serve como motivadora boazinha mesmo em sua versão malvada.

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