Crítica: The Flash – 4×09 – Don’t Run

Crítica: The Flash – 4×09 – Don’t Run

Último episódio do ano de The Flash deixou uma boa história em aberto para aguçar a curiosidade do espectador, além de aumentar a dimensão do perigoso e meticuloso DeVoe.

O texto a seguir é uma crítica referente ao episódio 4×09 da série The Flash. Se você ainda não assistiu, já puxa o freio de mão que vem spoiler daqui pra baixo.

O episódio iniciou numa pegada mais humorística e naquele momento parecia que iríamos ter apenas um episódio de Natal comum. Mas não é. Nunca é Natal comum com o pessoal de The Flash. Contudo, o comportamento de Ralph justificou a saída de Caitlin para pegar um café e ser sequestrada por Amunet, que voltou a dar as caras. Enquanto isso, em outra parte da cidade, Barry também é sequestrado. Este, por DeVoe. Parecia também ali que os sequestros não teriam conexão.

Caitlin foi sequestrada para tratar de Dominic Lanse (interpretado por Kendrick Sampson, que já fez participação em How to Get Away with Murder), um meta capaz de ler pensamentos. E Barry, preso por DeVoe para aprender uma lição, tenta escapar de diversas formas. Sem sucesso.

No Star Labs, Iris tem que ser a chefe da equipe e é lembrada por Harry que terá que decidir quem procurar, pois isso gerou até mesmo uma treta entre Cisco e Ralph. Ela escolhe procurar pela amiga gelada ao invés do recém marido, mas até aí tudo bem.

Após conseguir salvar Dominic, Caitlin é encontrada pelo Time Flash, que abre uma brecha com Cisco e Ralph protege a dupla de levar os pedaços de metal de Amunet na fuça. Aparentemente aquele realmente vai ser o uniforme do Homem Elástico na série. Pelo menos nesse primeiro momento, onde sua vestimenta compreensivelmente não está entre as prioridades do time.

Barry também consegue a fuga na sequência de cenas que voltou a dar uma subida na categoria do episódio. Nela, vemos realmente que Barry possui uma compreensão e controle melhor de seus poderes, ao “ficar parado muito rápido” e conseguir escapar de sua “cela”. Contudo, foi estranho o modo que DeVoe, o Pensador, conseguiu parar Barry, o homem mais rápido do mundo, mas tudo bem ¯\_(ツ)_/¯

Outra cena bem feita é quando DeVoe vai levando Barry pela cidade, pendurado pela cadeira. Ali temos a cena de Barry de sacola, que já vimos contra os velocistas vilões das temporadas anteriores. Mas, como mencionado, Barry sabe da dimensão de seus poderes e escapa de um ataque de DeVoe vibrando e fazendo com que a cadeira do vilão vá por água abaixo após uma explosão.

O lado bem humorado dessa temporada da série fica evidente novamente quando Barry vira uma boia ao cair na água. Um gadget do uniforme mostrado anteriormente no início da temporada.

Assim como vemos o lado de humor, também vemos o lado de suspense, excelentemente trabalhado nesse ano. Temos finalmente a conexão entre os sequestros de Caitlin e Barry. Na verdade, entre Amunet e DeVoe. Dominic é um meta vendido para o casal DeVoe devido ao seu poder pra que o Pensador possa “trocar de corpo”, uma dica dada já no começo do episódio quando o mesmo afirma para sua mulher:

A voz pode não ser minha, mas as palavras serão sempre minhas.

E no plano mais diabólico, vemos que DeVoe obteve sucesso e agora utiliza o corpo e o poder de Dominic, forjando sua própria morte para incriminar Barry, que novamente perde o jogo que não sabia que tinha sequer começado. A genialidade do vilão dessa temporada surpreende muito e nos dá a certeza que esse, de longe, é pior que os anteriores juntos. Barry, ao ver toda a situação que foi metido, vê que não há o que ser feito. Apenas. Não correr.

Um ótimo episódio, digno de uma nota 8, que poderia ter sido melhor ainda que o 7º, “Therefore I Am”, se mantivesse o teor e a trilha sonora de suspense desde o início, mas compreensível que os produtores e o diretor desse episódio, Stefan Pleszczynski, não tenham utilizado novamente, tão próximo do anterior. A série retorna só em 2018, com Barry preso e as complicações do plano de Iluminismo de DeVoe.

Sigam-me os bons: