Crítica: Capitã Marvel

Crítica: Capitã Marvel

Carol Danvers (Brie Larson) se envolve em uma guerra galáctica entre duas raças alienígenas. Com Jude Law e Samuel L. Jackson no elenco, Capitã Marvel chegou aos cinemas esta semana, como um novo capítulo do Universo Cinematográfico da Marvel e o Tio Du foi assistir ao filme e conta o que achou na crítica abaixo.

Já iniciando a publicação, quero deixar um serviço de utilidade pública a todos: O filme contém duas cenas pós-créditos, já esperado para um filme da Marvel, é claro. Digo logo de cara pois, mesmo após quase 11 anos de filmes dos mais diversos heróis da Casa das Ideias, ainda haviam pessoas saindo do cinema logo depois que as letras começaram a subir. Não aprenderam nada.

Se os espectadores do novo capítulo cinematográfico da Marvel não sabiam o que estavam fazendo, o pessoal da Marvel sabia. Bom, pelo menos parte deles. Em questão da história e do roteiro, muito bem contado como qualquer história que vimos dos Vingadores já apresentados. O que se torna algo mais seguro para o estúdio. Capitã Marvel não arrisca a sair tanto do padrão que vimos até o momento, mesmo com a inclusão de raças alienígenas entre 1989 e 1995. As referências à essa época são bem colocadas, mesmo que sejam singelas. A trilha sonora também está muito bem montada, o que dá mais um ponto positivo à mais nova obra da Marvel.

Mas nem tudo são flores na Casa das Ideias. Um dos pontos que mais ouvi de reclamações enquanto os fãs remanescentes aguardavam os créditos terminarem era referente aos efeitos. Com altos e baixos, as obras visuais da equipe ficaram em um misto de “bom como Doutor Estranho” e “ruim como o bigode do Superman”. A parte boa pode ser exemplificada em diversas cenas em que a gata Goose foi feito digitalmente devido à alergia que Brie Larson possui. Porém, com uma aparência emborrachada nas tomadas espaciais, a protagonista parece nem estar presente em algumas etapas do filme, parecendo um ótimo game de luta no espaço.

 

Falando em espaço, esqueça também a física simples de que o som não se propaga no vácuo. Em Capitã Marvel, propaga sim, apenas aceite que vai ter explosão no meio das estrelas. Tudo bem, tudo bem, nada que seja “Meu Deus, como podem fazer isso?”, mas é mais uma das pequenas falhas que a película contém.

 

 

Em relação à direção de Anna Boden e Ryan Fleck, não tenho o que elogiar especificamente mas não há erros. Como mencionei antes, a Marvel utiliza um terreno seguro para contar a história de Carol Danvers, afim de mostrar sua origem, desenvolvimento e heroísmo. Quanto a isso, a atuação de Brie Larson é simples como deve ser, sem precisar forçar uma amizade com o espectador na cadeira do cinema, nem precisar forçar a típica tensão sexual entre a mocinha e o agente do Governo. Mas talvez você possa observar uma outra demonstração de carinho como um forte indício de que a Marvel poderá incluir, em um futuro próximo, personagens homoafetivos ou bissexuais.

 

A forma como os tratamentos interpessoais são colocadas são um grande ponto positivo para Capitã Marvel. A dinâmica criada entre Nick Fury e Carol Danvers é bem legal em uma questão de respeito mútuo regado a algumas piadas características dos filmes do estúdio. A participação de Samuel L. Jackson, aliás, se torna um grande trunfo do filme, seja por sua atuação, sua presença ou pelos momentos em que ele interage com a gata Goose. A intenção do filme é bem clara e corresponde ao que quer apresentar: Capitã Marvel teve sua origem, é ultra poderosa e não precisa provar nada a ninguém.

 

Entre altos e baixos, o Tio Du avalia como nota 7. Capitã Marvel visa mostrar a extensão do poder da Capitã Marvel e, à sua maneira segura, consegue, além de colocar o time dos Vingadores no mesmo nível de Thanos com o poderoso reforço. A nova produção da Marvel nos mostra até um pouco mais: O titã pode começar a rezar, pois Carol Danvers está chegando com tudo e mais um pouco.

 

Capitã Marvel (Captain Marvel)

Ano: 2019

Direção: Anna Boden e Ryan Fleck

Estreia: 7 de março de 2019 (BR)

Classificação: 12 anos

Duração: 128 minutos

Cenas pós-créditos: Sim, duas

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