Crítica: The Flash – 4×11 – The Elongated Knight Rises

Crítica: The Flash – 4×11 – The Elongated Knight Rises

O episódio dessa semana de The Flash foi focado no Homem Elástico e em sua grande evolução, sendo agora, o herói de Central City

O texto a seguir é uma crítica referente ao episódio 4×11 da série The Flash. Se você ainda não assistiu, já puxa o freio de mão que vem spoiler daqui pra baixo.

O episódio começa já mostrando Barry em Iron Heights e contando seus dias na prisão. Barry escreve na parede vibrando seu dedo através do cimento. Bacana notar que Barry utiliza bastante esse poder ultimamente e isso deixa mais claro em cenas como quando Ralph o visita em sua cela: Barry está disposto a cumprir sua pena, assim com seu pai cumpriu, mesmo sendo inocente.

E então vale a pena ressaltar esses fatos: O episódio, na realidade, foi mais um daqueles de encher linguiça de meio de temporada MAS isso não quer dizer que foi ruim. Pelo contrário. Os produtores conseguiram construir muito bem o episódio, mesmo sem a presença do vilão ou sem o Flash atuando ativamente na proteção da cidade.

Vemos um Barry que não suporta a vida atrás das grades, como quando ele joga todo mundo de volta à cela, olha o relógio atentamente esperando a hora de visitação, tenta evitar brigas e tudo mais. Mas ele segue lá. Firme e forte, embora se sinta impotente em não proteger a cidade e aguarde ansiosamente que Cisco invada os sistemas de segurança da prisão para que ele consiga sair de vez em quando. (Se é pra agir contra a lei, avisasse pelo menos o diretor da prisão de suas “saidinhas” para proteger a cidade, oras)

O vilão do episódio também foi bem utilizado. Digo isso porque, mesmo que tenha alguns momentos de comédia pastelão, a série continua com um nível alto. Os diálogos estão ficando maduros, embora ainda haja o já conhecido discurso motivacional (que desta vez não deu certo entre Iris e Ralph, mas sim entre o Velocista e o Elástico).

A evolução de Ralph Dibny: sem um nome ainda determinado, ele é o protetor da cidade agora que Barry está preso. Vemos uma boa sequência no início do episódio, com Ralph resgatando reféns e explodindo uma bomba com sua barriga. Ainda assim, a cena – que mais parecia um momento Máskara – mostra que o novo herói ainda é imaturo e acha que é indestrutível.

Novamente temos o filho do Trapaceiro original tocando o terror em Central City, após fugir de Iron Heights, com a ajuda de sua mãe, a Vigarista (alô, referência à série original dos anos 90. Meus olhos chegaram a brilhar com a foto dela com Mark Hamill no jornal). Eis que Ralph surge novamente para explodir mais uma bomba, dessa vez com a mão e então descobrir que não é indestrutível, ao receber ácido diretamente em sua perna. Temos então o início de sua evolução.

Não querendo mais se arriscar pela cidade por medo de morrer, o “Homem Esticado” pede a conta e recusa até mesmo seu uniforme novo sem vê-lo e o discurso motivacional de Iris. O que nos leva novamente ao ponto: Iris West-Allen, a repórter conhecida no futuro como a garota da capa do jornal de Central City, continua perdendo sua essência para que seja forçada sua liderança no Time Flash, sem muito sucesso. Um ponto negativo na temporada.

A equipe precisa ir sem o seu novo herói principal enfrentar os vilões e salvar o dia e temos mais uma pitada de humor em boa medida, quando Cisco e Harry mostram que descobriram o gatilho para Caitlin virar a Nevasca. Ralph recorre a Barry na cela e este sim consegue convencer o rapaz a enfrentar o vilão mesmo que seja arriscando sua vida.

Importante notar que a série segue alguns pontos importantes dos quadrinhos, como a amizade entre o Flash e o Homem Elástico. Mesmo que a relação dos dois no início tenha sido meio conturbada, podemos ver que Ralph vê Barry como inspiração e evolui graças ao – agora – amigo, sendo uma pessoa muito melhor do que era, como vimos no episódio anterior, em que ele usa a ética e moralidade para um senhor tapa na cara de Joe.

Barry mostra mais um pouco de sua capacidade ao enfrentar alguns detentos na prisão e salvar a pele do Big Sir, assim como seu pai o fez anteriormente. Vem mais história desse personagem em breve, com certeza.

Ralph consegue enfrentar os vilões ao se fazer literalmente de elástico e depois arriscar a vida para salvar Caitlin e Cisco e aqui vem mais um ponto importante a ressaltar: Vibro e Nevasca, que outrora eram poderosos, a ponto de poder ser um Deus e a outra capaz de congelar o Black Flash, mas aqui eles também perdem a essência e soam fracos para que outro herói seja melhor aproveitado. Os produtores deverão ver isso nesta temporada: um personagem pode evoluir sem precisar que outros sejam irrelevantes.

Com os vilões indo para atrás das grades novamente, Iris visita Barry, que se arrisca para pegar na mão de sua amada e vibra através do vidro. Finalizamos com a manchete com o novo nome oficial de Ralph: O Homem Elástico.

Ele e Cisco ainda vão ao Jitters tomar café e a moça misteriosa que estava no casamento de Barry e Iris aparece novamente. Que comecem as teorias sobre quem ela é: Seria a filha de Barry? Seria alguém do futuro? Como ela sabe escrever os símbolos que Barry escrevia no início da temporada? Ela está escrevendo algo melhor do que “Essa casa é irada”?

Na avaliação do Tio Du, o episódio teve nota 7. Ele não foi melhor devido às falhas na construção dos personagens antigos, que foram diminuídos para a ascensão de Ralph e o protagonista, o Flash, está ainda longe de voltar a proteger a cidade. A ausência de explicações no novo sumiço do Kid Flash – embora ele esteja indo para Legends of Tomorrow – também pode ser colocada como ponto negativo neste momento. Mencionar os DeVoe apenas em uma cena deixou claro que esse episódio foi o já conhecido enchedor de linguiça, embora tenha sido melhor que os mesmos das temporadas anteriores.

Na próxima semana, podemos esperar mais um episódio com humor mais pastelão, visto que se chamará “Honey, I Shrunk Team Flash” (Querida, encolhi o Time Flash).

Vale recordar*:

* “Vale recordar” é uma seção especial seção especial de fotos nas críticas de séries e filmes, com imagens promocionais ou algumas cenas que valem a pena ser destacadas mas que não foram mencionadas completamente na crítica.

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