Crítica: The Flash – 4×01 – The Flash Reborn

Crítica: The Flash – 4×01 – The Flash Reborn

O texto a seguir é uma crítica referente ao episódio 4×01 da série The Flash. Se você ainda não assistiu, já puxa o freio de mão que vem spoiler daqui pra baixo.

Soluções rápidas para problemas grandes. The Flash volta seguindo o ritmo das temporadas anteriores e a atuação de Grant Gustin é o destaque.

6 meses (na série) se passaram desde os acontecimentos do Finale. Barry está ainda preso na Força da Aceleração e o “Time Kid Flash” é quem defende as ruas de Central City. Mais ou menos. Temos uma equipe com Iris West chefe, Cisco e Kid Flash heróis amadores e uma vilã velha conhecida.

Eis que um samurai aparece na cidade e exige a presença do Flash original, com uma boa sacada de clichê quando Cisco “adivinha” a próxima fala do vilão do episódio.

Aí surge a primeira ideia mirabolante: Cisco sugere de cara que eles precisam de Barry de volta. Simples assim. Claro que ele explica depois o porquê de sua atitude, egoísta até.

Cisco não conseguiria fazer sozinho e então temos mais uma situação que até o momento fica mal explicada, mas uma frase do Vibro diz tudo:

O que uma bela garota com dois doutorados e um PhD está fazendo num ninho de rato?

Caitlin está de bartender num bar com um “chefe” esquisito mas é rapidamente convencida a voltar para a equipe.

O time vai para o mesmo local dos testes de Barry no episódio piloto mas o plano de “enganar a Força de Aceleração” aparentemente não dá certo e o sistema falha, mas logo depois, Barry sai da “prisão” em outro lugar, barbudo e sem roupa, correndo a muitos quilômetros de Central City até ser encontrado pela polícia local.

Neste momento, temos uma das melhores atuações de Grant Gustin. Aparentemente palavras sem sentido, Barry está falando frases do seu passado.

Barry é levado para o Star Labs para ser estudado e diagnosticado mas aparentemente tudo está bem com seu cérebro, como Caitlin observa. Temos então uma dose diária do drama de Iris West que faz com que Barry se descontrole e comece a correr sem freio até ser parado por Caitlin.

O Samurai ainda está aguardando o Flash original mas a segunda grande ideia é colocar Wally no uniforme de titular. O que é rapidamente desmascarado pelo vilão.

Enquanto isso, Cisco tenta traduzir a linguagem de sinais aleatórios que Barry anda escrevendo em todo canto e a tradução traz “Essa casa está irada”. Iris percebe que seu amado provavelmente está com demência mesmo e tem mais uma ideia mirabolante: Se entregar de bandeja para o vilão para que o herói renasça. Joe West é o encarregado de passar a notícia a Barry, que sai correndo estourando o vidro da prisão de vidro do laboratório.

Barry ainda passa a mão pelo novo uniforme e sai correndo para salvar a sra. West-Allen. No meio das hélices da usina eólica, Barry mostra suas habilidades velocistas, com derrapagens, pulos e salva Iris do Samurai, que na verdade era apenas uma máquina. Barry volta ao normal sem lembrar do que aconteceu anteriormente e isso deverá ser explorado mais pela frente, principalmente pelo naipe do vilão da temporada, o primeiro não-velocista.

Ainda antes do final do episódio, temos Caitlin pedindo as contas no bar e Nevasca reaparece de leve para dar um gelo nas coisas (e deixando uma cerveja trincando).

Diferente das temporadas anteriores, temos o vilão principal sendo mostrado logo no primeiro episódio e possivelmente com relação aos momentos de viagem do protagonista.

Na avaliação geral, o episódio é um nota 6/10. Assim como o “Flashpoint” da terceira temporada, a estada de Barry na Força de Aceleração foi muito rápida (sem trocadilhos). E situações como Wally West usando o traje vermelho foram mal aproveitadas. O titular poderia ganhar um chá de banco por pelo menos um episódio completo, mas a história rasa e a vontade de Cisco resgatar seu BFF na primeira chance disponível foram fracas. Assim como nas temporadas anteriores, ainda há a mesma dinâmica de resolução de problemas. Não significa que é de todo ruim, mas podia ser melhor.

Nota 6/10
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