Crítica: The Flash – 5×16 – Failure Is an Orphan

Crítica: The Flash – 5×16 – Failure Is an Orphan

Com a cura meta pronta para usar, Barry e o time tentam encontrar uma forma de convencer Cicada a tomá-la. Nevasca entra em campo para ajudar, enquanto Joe retorna ao trabalho na Polícia de Central City. “Failure Is an Orphan” foi ao ar nesta terça-feira pelo canal The CW e deu um grande passo em relação à qualidade da temporada.

Caso você ainda não tenha assistido ao 16º capítulo do 5º ano de The Flash, sugiro parar por aqui, puxar o freio de mão e voltar. A partir deste ponto, spoilers serão contados.

Após relembrar as cenas entre Nora e Eobard no futuro, o episódio desta semana começa colocando um pique mais rápido para conseguir contar toda a história. Isso não é um defeito, pois o planejamento de como alinhar tudo isso em apenas 40 e poucos minutos foi um ótimo trabalho dos roteiristas.

Aquela boa sensação de “quero muito assistir o próximo episódio” esteve presente em seu sentido mais real após os créditos começarem a aparecer pela tela. A história da semana consegue nos prender e vivenciar muitas das situações e querer resolver tudo de uma vez, como Nora estava querendo.

Após ver com Eobard que o passado estava passando por uma grande mudança, Nora se convence que aquele é o dia que Barry enfrenta o Cicada pela última vez, sendo responsável por finalmente parar o grande vilão da temporada. Mas claro que um episódio 16 não terminaria a série assim. Talvez até pudesse se os produtores acompanhassem o Tio Du e concordassem com a ideia de uma temporada reduzida ou mais de um vilão por ano.

Ainda assim, vemos Eobard temendo por um inimigo maior. Na minha cabeça (e a de muitos fãs), parece ter passado a ideia de que o Reverso estava começando a incluir o Godspeed no núcleo do 5º ano de The Flash, como uma “ameaça maior”. Talvez isso tivesse um maior sucesso de crítica, mesmo que apele pelo mesmo padrão de algoz velocista. Mas seguimos a avaliar.

Ao retornar ao “tempo atual”, o episódio passa a incluir alguns dos bons momentos de humor, cuidadosamente regados e calculados, ao mostrar Nora doida para encontrar o Cicada e deixando todo mundo confuso, até que Nora e Barry enganam a própria filha ao mandá-la para o Jitters sem necessidade. Em relação ao retorno de Joe à atividade, o detetive passa a ser colocado como tal, ao conseguir ligar os pontos que ninguém do Time Flash havia ligado corretamente antes: A enfermeira estava envolvida.

Diante disso, um segundo núcleo passa a integrar o episódio, de uma maneira ligeiramente forçada. A dinâmica Joe-Cecile foi ótima em muitos sentidos no passado, colocando o velho Joe amando novamente e uma promotora como mais uma no Time de ajudantes do Velocista. Neste episódio, porém, alguns momentos pareciam forçados à primeira vista, mas são consertados de boa maneira mais para frente no episódio, com direito ao conselho de Barry ao pai adotivo/sogro.

Talvez algo que tenha ficado um pouco mais forçado tenha sido a necessidade que Nora criou em colocar os discursos motivacionais do Flash como o único elemento que o herói pode utilizar para derrotar um vilão sem uma luta. Toda aquela revisão de falas do pai contra Snart, Magenta e toda a galera serviu para mostrar bem o desespero de Nora em querer resolver tudo no mesmo dia, mas um pouco imprudente e forçado.

Isso chega a ter sua própria correção no papo entre Joe e Barry que mencionei acima. Destinado a ser o momento de conversa dramática do episódio, as experiências trocadas entre os patriarcas das famílias West e Allen nos provou que a ausência de Jesse L. Martin é bem sentida na história como um todo.

Convencido a parar Cicada de uma forma diferente, Barry tira a máscara na frente do vilão (coitada da Patty Spivot), joga a m* no ventilador, fala que a sobrinha de Orlin é meta-humana também, pergunta se ele vai matá-la e oferece a cura a ele. Tudo isso muito bem trabalhado em poucas trocas de cenas. Outro ponto positivo.

Convencido, Dwyer vai até o Star Labs tomar a cura meta-humana, mas obriga o time Flash a buscar a Dra. Ambres. Só para ela morrer minutos depois. Uma saída simples para tirar a personagem de cena na metade da temporada. Após os procedimentos bem sucedidos, Orlin não possui mais os poderes, mas isso não significa que não existe mais Cicada. De um momento para outro, a solução de toda uma temporada virou apenas mais um capítulo diante do legado de medo que o manto de Cicada carrega consigo.

Vista anteriormente na mente de Grace, uma versão da sobrinha de Orlin do futuro é a nova portadora da adaga do vilão. Tudo isso inclui mais algumas boas doses de teorias. Como essa versão de Grace está presente nesta parte da linha do tempo? Orlin vai virar um ajudante à la Snart por causa de sua sobrinha? Ele continuará sendo cruel mesmo sem os poderes? Eobard está envolvido? O que vem a seguir? Tudo isso nos devolve a sensação boa de um gostinho de “quero mais”. Resta agora os roteiristas superarem ou conseguirem se adequar com as expectativas dos fãs.

Assim como no episódio, o “vilão da semana” teve pouco destaque, eu sei. Mas podemos ver que sua presença foi apenas para que Nora pudesse conectar as pontas soltas e saber que aquela era a noite do grande embate entre o pai e Cicada, o que gerou mais dúvidas e desconfiança de Sherloque. Em sua presença contra Orlin, o personagem só fez uma participação como isca, sem muito o que destacar.

“Failure Is an Orphan” não foi somente um bom episódio. Digno de uma nota 9, foi um dos melhores que a série apresentou recentemente, além de estar próximo de ser o melhor desta temporada. Com uma ótima dose de efeitos, ótimos diálogos, cenas bem planejadas e executadas, além de um ótimo plot twist (ligeiramente esperado), a história desta semana pecou apenas na já mencionada sofrível atuação de Chris Klein, agora fora de cena. Ele atuou bem quando estava desacordado, pelo menos.

Na próxima semana, o bicho vai pegar. Pelo menos é o que promete o teaser do próximo episódio de The Flash, que você pode ver abaixo. Em “Time Bomb”, o foco será nos segredos mantidos da família envolvido um meta-humano na semana, além de conectar com o que Nora está escondendo de seus pais. Ansiosos?

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