Crítica: The Flash – 5×08 – What’s Past is Prologue – Episódio 100

Crítica: The Flash – 5×08 – What’s Past is Prologue – Episódio 100

No 100º episódio, Barry e o Time Flash iniciam um grande plano de parar Cicada. Contudo, o plano fará com que Barry e Nora viajem pelo tempo para buscar algumas peças chaves. “What’s Past is Prologue” teve direção de Tom Cavanagh.

Se você ainda não assistiu ao – melhor episódio de toda a série – 100º episódio até o momento, pode parar agora e ir procurar assistir, daqui pra frente tem spoiler.

Se você não quiser ler também um parágrafo inteiro escrito por um fanboy extasiado depois desse episódio, pode passar para o próximo. O Tio Du está sem chãos após o melhor episódio de toda a série, com vontade de mandar imprimir cada frame para colocar em um quadro. Que nostalgia, que incrível, que… sem palavras.

Ok, “passado” o entusiasmo, o 8º capítulo deste 5º ano de The Flash nos trouxe uma gigantesca e ótima dose de nostalgia, surpresas e dúvidas e eu vou falar ao pouco de cada um, independente da ordem. A surpresa aparece primeiro. Após descobrirem a identidade do vilão Cicada, o Time Flash precisa agir para finalmente detê-lo. E como fazer isso se há uma maledeta adaga que tira os poderes deles? Fácil. Nora bola o plano de recuperar peças do passado para que o Orlin seja finalmente parado. Para isso, eles precisariam voltar para diversas épocas da vida de Barry para recolher itens específicos para obter sucesso. E aqui que temos a primeira surpresa: Barry estava pensando na linha do tempo e querendo impedir novas viagens que pudessem danificar mais ainda a história.

Mas surpresa também estava em Iris insistir que Barry levasse a filha ao passado com ele. Ali então começamos com uma ducha de nostalgia. Cara, que episódio! (Eu vou tentar parar).

Iniciando por sua contraparte, Barry precisa ir até o grande embate com Savitar para recuperar um pedaço de seu traje. Aqui voltamos à finale da terceira temporada. Com toda essa viagem, um Fantasma do Tempo segue a dupla para consertar a burrada, digo, ideia maravilhosa. Feito isso, é hora dos velocistas irem até um dos grandes embates contra Zoom, o vilão da segunda temporada, mais precisamente quando Barry perde sua velocidade para Hunter Zolomon. Ali, temos mais uma personalidade do Dr. Wells em ação. E há de se elogiar o brilhante trabalho que Tom Cavanagh sempre propicia. Zoom, porém, só tem a cara de bobo e vai atrás de Barry e Nora obrigando-os a viajar forçadamente pelo tempo.

Aqui, dois adendos: Nora utiliza mais uma vez seu poder de voltar o tempo ao seu redor enquanto ela permanece correndo e, aparentemente tem um ótimo conhecimento do poder, ao passar ao lado de Hunter e olhá-lo antes de entrar na Força de Aceleração com o pai. O segundo fato é que Zoom foi pego pelo Fantasma do Tempo enquanto viajava junto com Nora e Barry. Ele criou outro remanescente que pudesse prosseguir toda a história da segunda temporada? Enfim, segue o baile.

Os velocistas caem justamente no terreno de outra viagem de Barry, quando o mesmo tenta a ajuda de Eobard. Ali, o Flash atual – de 2018 – entra com Nora na tão conhecida câmara escondida e, mais uma vez, a atuação de Tom nos salta aos olhos. Assim como suas referências aos side-kicks de Barry e à filha Dawn Allen. A cena também nos faz lembrar muitas outras coisas, como Eobard saber quem é Cicada e que ele escapou, mas também nos remete à cena da morte da Nora (mãe), quando mais de um Flash estavam na mesma cena. Será que nas temporadas futuras um Flash ainda mais velho aparecerá nesta cena novamente?

Conseguindo o que querem, faltava um tempo apenas para a dupla voltar: A explosão do acelerador de partículas na primeira temporada. Tivemos um prato reforçado de nostalgia, desde a recapitulação de toda a apresentação de Wells/Thawne para o público, quanto DeVoe presente, Ronnie, Barry e Iris novinhos, GRODD – Cara, eles colocaram o Grodd -, além de um momento que Eobard/Wells sente a presença da dupla velocista e, na sequência de diálogo com Cisco, diz que sente uma boa vibração da parte dele e repete a icônica cena de assassinato do nerd ao levantar a mão, mas, dessa vez, para cumprimentá-lo. De um jeito bem desregulado. Temos também a volta de Gideon, uma cena rápida do professor Stein, DeVoe virando O Pensador, os irmãos Mardon e tudo que veio com a explosão do acelerador.

E o que mais foi incrível: Ainda não acabou o episódio. Com a missão do passado concluída, eles finalmente vão enfrentar Cicada. E por um momento, eu achei que eles conseguiriam deter o vilão e um novo (talvez o pai da Caitlin, Geada) fosse o principal daqui em diante. Como já diria o Choque de Cultura, “achou errado, otário”. Orlin é inteligente e, mesmo que o plano de anular a adaga tenha dado certo no primeiro momento, o vilão consegue puxá-la de volta do espaço e quase que o time vai para o saco, se não fosse pela Nevasca, imune aos poderes de Cicada, por não ser uma meta-humana e possível chave para o sucesso do Time Flash.

Ainda tivemos mais coisas! Enquanto tudo se desenrolava, Sherloque Wells pegou o diário de Nora e traduziu algumas partes que diziam que “o tempo é maleável”, temos também a velocista utilizando Gideon para mandar mensagem para algum Wells (provavelmente Eobard) de 2049 e a mesma indo ao seu encontro neste período do tempo. Que comecem mais teorias.

Sem pestanejar, posso dizer que este foi o melhor episódio de toda a série. Um legítimo nota 10, que não me arrependerei depois. Teve de tudo que poderia ter e as falhas foram imperceptíveis, podendo ser colocadas somente em não ser um episódio mais longo que, talvez, pudesse colocar mais participações como Wally (não só seu nome ou uma reprise de seus raios contra Savitar e Zoom), Jesse Quick, Joe West (sei que ele está afastado por motivos médicos), entre outros. Ainda assim, consegue ser incrível ao colocar Nora e Barry, nas cenas finais, olhando a Henry e Nora Allen na varanda da casa.

O episódio consegue prender o espectador na cadeira por todo o período, além de possuir cenas e sequências incríveis dirigidas por Tom Cavanagh. Somado a tudo isso, temos uma ótima e maravilhosa dose de nostalgia, com as participações de todos os grandes vilões das temporadas anteriores. Que episódio! Como eu disse, dá vontade de mandar imprimir cada frame e colocar em um quadro. Parabéns aos envolvidos.

Após as cenas “finais”, temos o prelúdio para o grande crossover das séries da DC, que irão ao ar a partir do próximo domingo, em um evento de três noites, que começará justamente com The Flash. O Tio Du fará uma crítica geral ao final do crossover, separando cada parte da história que envolverá The Flash, Arrow e Supergirl, além de apresentar a Batwoman e sua Gotham, um Superman com uniforme preto e muito mais nostalgia. Prevejo uma nova nota 10 em breve. Confira abaixo a cena que finaliza o episódio e inicia o crossover, com a presença de John Wesley Shipp reprisando seu papel de Flash dos anos 90.

* No início da cena, por volta dos 30 segundos, notem também que vários heróis estão caídos e um deles está vestindo um uniforme semelhante ao Arqueiro Verde de Smallville.

 

 

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