Crítica: The Flash – 4×02 – Mixed Signals

Crítica: The Flash – 4×02 – Mixed Signals

O texto a seguir é uma crítica referente ao episódio 4×02 da série The Flash. Se você ainda não assistiu, já puxa o freio de mão que vem spoiler daqui pra baixo.


Um episódio melhor que o anterior em algumas partes, pior em outras. É assim o segundo episódio da temporada atual de The Flash.
Se em alguns pontos temos uma melhora em relação ao enredo e ao quesito humor, em outra temos cenas desnecessárias como a terapia de casal, ideia que veio do nada de Caitlin e que foi trabalhada logo em sequência. Além disso, a série é do velocista escarlate, mas teve um foco muito grande na futura sra. West-Allen.

O episódio começa com Kurt Weaver, um milionário sendo literalmente sacudido em um elevador. Ele vira pedaços graças ao vilão do episódio, capaz de controlar itens eletroeletrônicos.
Vamos então na sequência para o café da manhã de Barry, onde temos um grande vislumbre de sua velocidade. Em determinado momento, ele joga a panqueca para o alto, vê que não tem café, corre até a cafeteria e volta antes mesmo da panqueca cair. Ele realmente voltou muito mais rápido. Depois, começamos a ter os momentos de Cisco e seu toque de comédia, numa ótima sequência, seja mostrando seu distintivo de plástico, falando de seus cachos ou olhando os pedaços da vítima do elevador.


Além disso, na sequência temos Cisco mostrando algumas das novidades do novo traje do Flash e suas funções que beiram ao Homem de Ferro.


Para justificar a ida à terapia de casal, Barry toma uma decisão errada ao desviar o carro da segunda vítima do vilão ao lado errado, obrigando o mesmo a desfazer o carro antes de um acidente maior. Gypsy cria uma brecha pois terá um encontro com Cisco e Nevasca quase retorna ao controle de Caitlin. Veremos mais disso à frente, com certeza.


O “casal Flash” vai à terapia e uma emergência surge quando uma granada é utilizada para tentar matar novamente Tim Kwon e então vemos novamente a grandiosa velocidade de Barry buscando os pedaços da granada no ar.

Temos mais uma vez uma sessão do canal West-Allen para que, no fundo, o holofote volte a ficar sobre Iris. Embora ele realmente tenha deixado sua amada no final da última temporada, ele fez isso para proteger a ela mesma e a cidade toda. Para alguns pode ter sido uma dose desnecessária de drama, mas, além de mudar o ar da série para algo mais cômico, os produtores querem também deixar mais claras as reações de cada ação que Barry toma.


Quando o vilão vai atrás da terceira pessoa que o deixou para trás ao vender o programa Kilgore e sequestra Kwon, vemos que Wally West voltou a ser somente um ajudante. Ele já havia mostrado no começo do episódio um certo ciúme por Cisco ter trabalhado no novo traje do Barry e um incômodo quando Barry sai na frente ao tentar salvar Kwon na cena do carro. Agora temos ele apenas servindo para aplicar insulina na moça quase morrendo.
Com o encontro com Gypsy quase indo por água abaixo, temos a solução rápida do episódio. Ela estava ali por causa do “One-one-one day”, aparentemente uma data tão importante quanto o feriado de São Shaquille O’Neal. One one one day faz Cisco pensar no antídoto ao vilão, baseado em código binário. Se ela não estivesse ali e não fosse esse dia bizarro, ele conseguiria pensar nisso?
O time Flash localiza Deacon e Kwon e vai atrás para salvar o dia mas tanta tecnologia nova no traje do Flash o transforma em uma arma, para não dizer que não o transformou no Homem de Ferro.


Na sequência, com Wally desacordado, temos a apresentação de algumas tecnologias do uniforme. Além do sistema ter a voz do Cisco, vemos que há também uma função de bloqueio do traje, não deixando Barry sair dele, sistema de boia caso ele perdesse a velocidade na água (alívio cômico novamente), desfribilador e sistema de auto destruição.


Esse último, ativado por Deacon, obriga a todos a escutar mais um discurso motivacional de Iris que convence Barry que o melhor jeito de desligar o traje é se ele jogar um raio contra si mesmo, que é o que ele faz. O plano dá certo e Barry consegue pegar a bala recém disparada pelo vilão e aplicar o bloqueador nele.


Então temos a apresentação do grande problema da temporada. Kilgore não estava em Central City durante a explosão do acelerador de partículas e não era o único.

Resumo da avaliação: O episódio melhorou em relação ao primeiro da temporada em alguns quesitos, mas a volta do discurso motivacional e o foco tão grande na parte “Nós somos o Flash” diminuíram a qualidade da história. Ainda assim, as sacadas de humor estão boas e a série deverá seguir esse ritmo mais cômico, o que é muito bom. No mais, episódio levou uma nota 7 do Tio Du. Falta mais para melhorar. Algumas coisas não vão mudar tão rápido quanto o protagonista mas ficamos sempre na esperança.

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