Adaptação em live-action pretende explorar os oito livros de P. L. Travers, em vez de refazer o clássico da Disney.
Uma série de televisão de “Mary Poppins” está em desenvolvimento e pretende apresentar uma versão diferente da famosa babá criada por P. L. Travers. Em vez de refazer o filme lançado pela Disney em 1964, a produção pretende adaptar diretamente os oito livros originais da autora.
O projeto será uma série em live-action e buscará explorar o universo mais amplo criado por Travers. Nos livros, Mary Poppins é retratada como uma personagem mais misteriosa, imprevisível e, em alguns momentos, até perigosa do que a versão interpretada por Julie Andrews no cinema.
As histórias originais também apresentam elementos mágicos, surreais e ocasionalmente assustadores. A nova produção pretende aproveitar justamente essas características para mostrar um lado menos conhecido da personagem e de seu universo.
A série está sendo desenvolvida e produzida por Tom Winchester para a Pure Fiction Television, produtora independente apoiada pela See-Saw Films e pela agência britânica Hamilton Hodell.
Winchester trabalha no projeto em nome dos administradores do espólio de P. L. Travers, de quem obteve os direitos para desenvolver a adaptação. A produção ainda está em uma fase bastante inicial e atualmente se encontra no estágio de apresentação do projeto.
Conversas preliminares também estariam acontecendo com a Disney. No entanto, segundo as informações divulgadas, o projeto não precisa necessariamente da aprovação do estúdio para utilizar os direitos dos livros.
Ainda assim, existe interesse em contar com a participação da Disney devido à longa relação da empresa com a franquia. Até o momento, porém, nenhum acordo foi fechado entre as partes.
Winchester também está procurando nomes de alto nível para assumir a função de showrunner. Nenhum profissional foi oficialmente contratado para comandar a série até agora.
A nova adaptação terá como principal referência os oito livros de “Mary Poppins” escritos por P. L. Travers. A coleção começou com “Mary Poppins”, publicado em 1934, e continuou ao longo das décadas com novas histórias sobre a personagem e as crianças da família Banks.
A obra de Travers ficou mundialmente conhecida depois que a Disney levou a personagem aos cinemas em 1964. O musical estrelado por Julie Andrews e Dick Van Dyke se tornou um dos grandes clássicos do estúdio e venceu cinco Oscars.
A relação entre Travers e a Disney, entretanto, foi marcada por conflitos. A escritora criticou abertamente a interpretação feita pelo estúdio e demonstrou insatisfação com diversas decisões tomadas durante a produção do filme.
Essa relação conturbada posteriormente serviu de inspiração para “Walt nos Bastidores de Mary Poppins”, filme de 2013 estrelado por Emma Thompson e Tom Hanks. A produção dramatizou o processo de adaptação do livro e os conflitos entre Travers e Walt Disney.
A Disney voltou ao universo da personagem em 2018 com “O Retorno de Mary Poppins”. O filme teve Emily Blunt no papel principal e contou com Lin-Manuel Miranda no elenco. Rob Marshall dirigiu a produção, que teve John DeLuca e Marc Platt como produtores ao lado do próprio Marshall.
A nova série, no entanto, seguirá um caminho diferente dessas produções. A intenção é retornar ao material literário e aproveitar elementos dos livros que não foram explorados nas adaptações cinematográficas anteriores.
Tom Winchester já possui experiência com adaptações de propriedades literárias conhecidas. O produtor trabalhou na primeira temporada de “Shōgun”, série da FX baseada no romance de James Clavell.
Winchester também está desenvolvendo para a Apple TV+ uma adaptação dos 18 livros da série “John Rain”, escrita por Barry Eisler. Os romances acompanham um assassino profissional nipo-americano.
A Pure Fiction Television e a Disney não comentaram oficialmente o desenvolvimento da série de “Mary Poppins”.
Por enquanto, não há informações sobre elenco, número de episódios, diretor, data de início das filmagens ou previsão de estreia. O projeto permanece em fase de apresentação e negociação, enquanto os produtores procuram definir a equipe criativa.
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