Fenômeno do YouTube reforça nova onda de terror digital que domina Hollywood.
Hollywood segue de olho nos fenômenos do YouTube. Depois do sucesso de produções recentes, a indústria já definiu seu próximo grande projeto: “The Mandela Catalogue”.
A United Artists, liderada por Scott Stuber, garantiu os direitos da adaptação. O projeto também conta com Steven Spielberg, pela Amblin Entertainment, e com a Amazon MGM Studios. A disputa foi intensa. Ao todo, 11 estúdios participaram da negociação pelos direitos da obra.
Além disso, o criador original assume papel central no filme. Alex Kister dirigirá a adaptação. Ele também escreveu o roteiro ao lado de Tyler Clifton. Essa decisão reforça a tendência de manter os criadores envolvidos nas versões para o cinema.
Desde seu lançamento em 2021, “The Mandela Catalogue” conquistou enorme audiência. A série soma mais de 100 milhões de visualizações apenas nos episódios oficiais. Por isso, tornou-se um dos maiores sucessos do chamado terror analógico no YouTube.
O título também se consolidou como referência no gênero. Ao lado de “Local 58” e “The Backrooms”, a produção ajudou a definir o estilo. Esse formato aposta em vídeos com estética retrô e narrativa fragmentada, o que aumenta a sensação de desconforto.
A história se passa em um condado fictício de Wisconsin. Nesse cenário, criaturas chamadas Alternates invadem a região. Esses seres mudam de forma e apresentam comportamento quase imortal. Como resultado, a trama explora medo psicológico e tensão constante.
O interesse de Hollywood nesse tipo de conteúdo não surgiu por acaso. Filmes como “Obsessão”, dirigido por Curry Barker, e “Backrooms: Um Não-Lugar”, de Kane Parsons, surpreenderam nas bilheterias. “Obsessão” arrecadou US$ 374 milhões mundialmente. Já “Backrooms” ultrapassou US$ 331 milhões.
Esses números chamaram atenção porque superaram grandes produções. Inclusive, títulos esperados como “Star Wars: The Mandalorian and Grogu” e “Supergirl” ficaram atrás. Assim, os estúdios passaram a buscar novas histórias vindas da internet.
Além disso, há um fator estratégico importante. O público jovem, especialmente das gerações Z e Alpha, tem sido difícil de atrair para os cinemas. No entanto, esses projetos mostram um caminho viável. Eles conectam diretamente com o tipo de conteúdo consumido online.
A produção reúne nomes de peso. Spielberg e Holly Bario produzem pela Amblin Entertainment. Aaron B. Koontz participa pela Paper Street Pictures. Scott Stuber e Nick Nesbitt representam a United Artists. Kister e Clifton também atuam como produtores.
Annie McCreery supervisiona o projeto pela United Artists. Já Maria Fortese acompanha o desenvolvimento pela Amblin. A negociação envolveu executivos da Amazon MGM Studios e Sarah Vacchiano.
A Paper Street Pictures, envolvida no projeto, se destaca por produções ousadas. O estúdio foca em filmes e séries de alto conceito. Entre seus trabalhos recentes estão “Shelby Oaks”, distribuído pela Neon, e a série “Revival”. A produção será exibida pelo Peacock, pelo SYFY e chegará à Netflix.
Com isso, “The Mandela Catalogue” se posiciona como mais um passo na transformação do terror moderno. A internet deixou de ser apenas vitrine e se tornou fonte direta de grandes franquias do cinema.
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