Crítica: The Flash – 5×22 – Legacy

Crítica: The Flash – 5×22 – Legacy

No final da temporada, Barry precisa enfrentar o seu mais antigo e mais cruel inimigo, o Flash Reverso. Enquanto isso, a conclusão da história de Cicada também está presente encerrando o 5º ano de The Flash.

Caso você ainda não tenha assistido ao último episódio até o momento, é melhor voltar daqui, pois tem spoiler.

Com uma temporada ligeiramente menor neste 5º ano (22 episódios ao invés de 23), The Flash encerrou mais um ano com muita ação nos últimos 40 e poucos minutos, o que deixa um pouco mais claro que a temporada falhou no quesito timing. Continuando de imediato os acontecimentos do 21º capítulo da temporada, temos Ralph se esticando para evitar que Barry destrua a adaga do Cicada, após descobrir que não passava de um plano de Eobard Thawne.

Isso faz com que o Homem Elástico acabe ficando com um visual espelhado e bem estranho, enquanto Cicada II foge com a adaga de novo. Uma outra falha deste ano está ligada a esses embates inconclusivos, em que o vilão ou os heróis tem tudo para acabar com a treta, mas fogem ou perdem a oportunidade. Tivemos isso com o Cicada original (aquele que sabia atuar muito bem) e também com a sobrinha.

O episódio também teve outras conclusões, como já esperado em um encerramento de temporada. Tivemos Cisco, finalmente, contando sobre seus poderes para Kamilla e ela aceitando numa boa. A principal conclusão, é claro, pertence à finalização do núcelo do(s) Cicada(s), com as ações do Time Flash para acabar com a ameaça de uma vez por todas. Já não era sem tempo.

Em paralelo, no futuro, vemos o motivo do ator Tom Cavanagh ter tantas dores nas costas, após carregar a série tantas vezes. Convenhamos, o ator é sempre o ponto positivo dos episódios, com raras falhas durante os 5 anos da produção (vide Conselho dos Wells). É com ele que somos apresentados ao verdadeiro vilão deste ano, mesmo que tenha sido indiretamente por boa parte dos capítulos. Pelo menos Nora finalmente reconheceu que estava sendo usada pelo velocista.

Enquanto os momentos bons são protagonizados por Tom, os mais ou menos/fracos sempre possuem o ator Chris Klein em cena. Desculpa por pegar no pé, mas dessa vez até que não foi horrível, embora toda a cena de Nora na mente da jovem Grace tenha sido bem aleatória e ruim. De qualquer forma, foi só uma das justificativas para encerrar o núcleo do(s) vilão(ões) da adaga. Pelo menos os efeitos usados para a Grace do futuro desaparecer foram bem feitos.

Com pouco menos da metade do episódio ter ido embora, tivemos a segunda parte toda voltada para ele: o maior, mais antigo e mais brutal vilão velocista: Flash Reverso fica finalmente livre, uma vez que a adaga deixa de existir. E os efeitos aparecem novamente em evidência e incríveis ao mostrar Thawne matando todos os seguranças de uma vez e ao matar o chefe dos seguranças com mais calma, mas também quando Nora reverte o tempo e impede tudo de acontecer.

A luta criada entre Barry e Nora vs. Eobard foi um show de efeitos, raios e claro, dos grandes e incríveis poderes do Flash Reverso, ao criar mais uma vez a miragem do tempo e criar sua cópia contra pai e filha. Tais momentos são interrompidos por outro melhor ainda: O Time Flash “completo”, na formação que só veríamos por essa vez, com Cisco e Caitlin no futuro, ao lado de Ralph e Iris, além dos velocistas. De todos, só a Iris que ficou um pouco forçada novamente, mas não vou focar nisso.

Os melhores momentos da temporada são interrompidos quando Nora começa a ser pega por mais uma armadilha do tempo/Thawne. Após destruir a adaga, uma nova linha do tempo estava sendo criada, uma que a filha do casal West-Allen não pertencia mais. Eobard dá a única solução: Levar Nora novamente para a Força de Aceleração Negativa, para salvar a velocista. E aí temos mais uma vez Tom Cavanagh levando a série nas costas.

Você precisa ir agora, Barry, ou a perderemos para sempre.

Eu me apeguei à ela. De muitas maneiras, ela me mostrou como é ter uma filha.

Te vejo na próxima crise.

Cara. Quantas referências em apenas poucas falas.

Mesmo que a solução fosse levar Nora para a Força da Aceleração Negativa, a velocista percebe que não é esse destino de raiva e ódio que quer em sua vida, que não quer se tornar igual Thawne e então nos despedimos da personagem de Jessica Parker Kennedy.

Thawne conseguiu tirar mais uma parte de Barry.

Os dez minutos finais da temporada são direcionados às despedidas, seja com Sherloque indo embora com o Gugu de volta para a Terra dele, Cisco usando a cura meta-humana em si mesmo, Barry e Iris vendo uma mensagem gravada de sua filha se despedindo (lágrimas) e uma das já esperadas, Capitão Singh deixando Joe West em seu lugar ao aceitar um cargo maior e deixando claro que já sabia que Barry era o Flash e entrando no “seleto” grupo que não inclui Patty Spivot.

Com bastante despedidas, “Legacy” deixou apenas a chegada da Crise nas Infinitas Terras como núcleo do sexto ano da série. Ao que parece,  as próximas temporadas do Arrowverse terão a Crise como principal tema e, possivelmente, o motivo pelo qual Arrow acabará. O “jornal do futuro” de Flash não está mais distante, sendo reprogramado para 2019. Vale lembrar que este será o maior crossover das séries, com 5 horas divididos em duas partes, uma em dezembro e outra em janeiro. Participarão Arrow, The Flash, Supergirl, Legends e Batwoman. A ansiedade já está a mil.

A finale do 5º ano é avaliada pelo Tio Du como nota 9. Algumas pequenas falhas na primeira metade do episódio impediram uma nota melhor. Encerrei o episódio pensando ter visto duas histórias ligadas, mas bem diferentes, o que poderia ser uma alternativa dos produtores: Uma finale de episódio duplo. Porém, eles até conseguiram montar bem em apenas 41~42 minutos. A conclusão de quase 22 episódios de Cicada foi bem fraca, considerando todo o perigo que esse vilão causou na história do Flash, mas tudo bem. É vida que segue… E segue por mais alguns meses sem o Velocista Escarlate correndo por aí.