Crítica: The Flash – 5×21 – The Girl with the Red Lightning

Crítica: The Flash – 5×21 – The Girl with the Red Lightning

Chegando ao grande final da 5ª temporada, o Time Flash precisa agir rápido após Cicada II ameaçar espalhar um vírus que coloca em risco os meta-humanos de Central City. No 21º de 22 episódios, The Flash pisa no acelerador (trocadilho intencional) para o finale da próxima terça-feira.

Se você ainda não assistiu a “The Girl with the Red Lightning”, você tem que pisar no freio e pegar um retorno. Tem spoiler a partir deste ponto.

Com um episódio bem melhor que o anterior (o que não é difícil), a história de The Flash desta semana foca bastante na conexão de Nora com a Força de Aceleração Negativa, além de relembrar que a velocista também possui conexão com Grace, a Cicada II. Também utiliza, pela primeira vez na temporada, todos os personagens principais (com poderes) nas cenas de ação.

Após saberem o que a arma roubada por Nora pode fazer, o time Flash resolve testá-la com o núcleo do satélite e o negócio some na frente dos olhos da equipe. Foi engraçado ver Ralph assustado com a capacidade disso acontecer. Dibny, aliás, é um dos pontos altos do episódio. Meio por fora de toda a dinâmica meta desde o início da série, o personagem não chegou a passar por todas as experiências com Thawne quanto o resto do time e tenta investigar, da sua maneira o que pode ter mudado para que eles estivessem naquela situação, com aquela Cicada II agindo num tempo em que Grace criança ainda está em coma e matou o próprio tio.

É com Ralph também que está um toque daquele Joe do começo da série, o qual não entendia muita coisa sobre o que uma viagem no tempo pode fazer, mas é exatamente por esse motivo que o Homem Elástico é tão bem aproveitado nesse episódio. Afinal, foi o único, de todos os personagens, que conseguir sacar – finalmente – qual era o plano de Thawne ao ajudar Nora a acabar com Cicada.

Até os planos do Thawne têm planos

De Ralph também sai a constatação que qualquer pessoa normal poderia fazer diante do brilhante plano de dar cura gratuita para os meta-humanos na Delegacia de Central City: Um enorme alvo é colocado quando você junta os metas da cidade no mesmo lugar, ainda mais quando a vilã atual da temporada simplesmente mata meta. Mas para Joe e Cecile, tava ótimo o plano, então vida que segue.

“The Girl with the Red Lightning” também foi capaz de nos resgatar a algumas situações passadas, tanto recentes quanto antigas, seja quando a prisão improvisada de velocista volte a ser mostrada, lembrando quando Thawne usou a miragem do tempo pela primeira vez. Também temos mais uma visão da conexão que Nora tem com Grace, mesmo que isso não tenha sido um dos melhores momentos da temporada.

Os momentos de Joe e Cecile na Delegacia também são um misto de momentos de nostalgia, com toques de boas cenas com algumas forçadas. Quando o patriarca da família West é colocado no controle da situação, pensei logo que Singh, em breve deve dar adeus à série e Joe passará a ser o novo chefe do pedaço, já guiando para uma futura posse de Barry, visto que a Gideon já deu spoiler que o velocista será o diretor de polícia.

Porém, colocar Joe como se fosse um policial recém-chegado, se perdendo no que faz, perdendo controle da situação e até fugindo do epicentro da bagunça para correr para ligar para Singh foram atos que menosprezam o talento que o sr. West já mostrou. Ali, os momentos bons acabam sendo providenciados por Cecile, que precisa relembrar que Joe já tem o que precisa com ele, citando os exemplos do que ele já fez com as “crianças” da série ao longo de tantos anos.

Quando eu disse no começo do post que o episódio pisa no acelerador, me refiro também à cura-meta-humana que, de uma hora para outra, poderia ser feita igual pastel de feira. Antes utilizada só com o Tubarão Rei (que também foi mencionado), ela ficou um pouco no gelo, literalmente, e agora é colocada como se o Star Labs fosse uma farmácia de manipulação renomada. Como o próprio Capitão Singh disse, “o Star Labs não é bem o FDA”.

Por acelerar justamente no episódio 21, sendo que essa temporada acaba mais cedo, no 22, é que vemos que o grande problema dessa temporada de The Flash foi o timing. No começo deste novo ano, a série foi muito bem, mas eu ressaltei que isso dava medo de haver uma quantidade grande de episódios de enrolação. Porém, alguns acabaram até sendo bons, mas “Gone Rogue”, da semana anterior foi particularmente fraco e o atual tenta agilizar algumas coisas para chegar na Finale, sendo que poderia já ser trabalhado em episódios antes.

Nada que surpreenda quem é fã da série nesses 5 anos. Também não surpreende que algumas coisas que funcionaram antes vão funcionar ou que, como vimos nesse episódio, não surpreende que, durante toda a temporada o Cicada tenha batido de frente com o Time Flash e vencido por tirar os poderes dos heróis, mas nesse episódio eles manterem seus poderes para enfrentar a vilã.

Quanto a isso, temos o ponto positivo, ao ver os heróis finalmente enfrentarem Cicada podendo usar seus poderes (aliás, que saudade de ver o Ralph usar um poder). Por outro lado, é colocada em evidência a fraqueza do time, que não consegue derrotar uma vilã, mesmo sendo 3 x 1, enquanto Cisco estava tentando desarmar a bomba que mataria todo meta-humano do mundo.

Sobre a tal bomba, também tenho outro ponto a ressaltar. Enquanto trabalha muito bem colocando sinais e elementos aleatórios de Thawne durante toda a temporada (e toda a série até), que se conectam e fazem total sentido no final, a série falha em outros pontos, seja o Cryo-Atomizador nunca ter sido mencionado e, em dois episódios ser um elemento chave, ou seja a arma que destrói a adaga ser apresentada da noite para o dia e ser usada. Enquanto é feito um ótimo trabalho para ligar os pontos da adaga com Eobard, a série falha em apresentar a situação em que a mesma vai pro limbo.

Com o episódio da semana, fica mais claro que a teoria dos fãs sobre haver mais de um vilão estava, de certa forma, correta. Com duas versões de Cicada e a afirmação de que Eobard Thawne está finalmente de volta, a temporada teve alguns altos e baixos, mas caberá a “Legacy” aumentar o nível do 5º ano ou manter o atual.

“The Girl with the Red Lightning” garante uma nota 7,5. Ao conseguir aumentar a expectativa de mais uma grande finale com luta entre o Flash e Flash Reverso, o episódio da semana só apresenta falhas ao ter que acelerar fatos e cenas que poderiam ser trabalhadas melhor se o 5º ano tivesse um timing melhor. Ainda assim, a história consegue apresentar bem o que precisava para o final de temporada.

Com mais uma luta prevista contra Grace e também Flash Reverso, Barry e o Time Flash encaram mais um final de temporada na próxima semana, com “Legacy”. Confira a promo abaixo: